Espetáculos em Carteira

Consulte a lista de espetáculos disponíveis para digressão.

Para agendamento ou mais informações, por favor, contacte-nos!

Sophia

a partir da obra infantil de Sophia de Mello Breyner Andresen

Encenação: Isabel Craveiro

Com Joana Isabella, João Santos, Margarida Sousa e Telmo Ferreira

M3 · 50 min

Este espetáculo é uma viagem que começa dentro de casa, começa na vontade de descobrir o que está para lá dos muros do quintal. Entramos, então, numa floresta densa, povoada por anões e fadas, onde encontramos o caminho do mar e nos encantamos por uma menina muito singular – a Menina do Mar. Embalados pelas marés chegamos até à Terra Santa e ao Oriente onde aprendemos a sentir saudade de casa e a ela voltar.

Ficha Técnica e Artística

Direção · Isabel Craveiro
Elenco · Joana Isabella, João Santos, Margarida Sousa e Telmo Ferreira
Desenho de Luz · Jonathan Azevedo
Cenário e Figurinos · Filipa Malva
Ilustração · Ana Biscaia
Apoio, pesquisa e manipulação de objetos · Patrick Murys
Grafismo · Paul Hardman
Fotografia · Carlos Gomes
Construção de cenário · José Baltazar
Costureiras · Albertina Vilela e Isabel Félix
Cabeleireiro · Carlos Gago (Ilídio Design)
Direção de produção · Cátia Oliveira
Direção técnica · Jonathan Azevedo
Montagem e operação de luz e som · Rafael Silva e Jonathan Azevedo
Comunicação · Margarida Sousa e Raquel Vinhas

Teatrão 2019

Trailer

Eu Salazar

Encenação: Ricardo Vaz Trindade

Textos · António de Oliveira Salazar, Nuno Camarneiro e Ricardo Vaz Trindade

Interpretação · Isabel Craveiro, João Santos, Margarida Sousa e Ricardo Vaz Trindade

M12 · 90 min

Esta ideia começou no convite que fizemos ao Ricardo Trindade. Interessa-nos sempre alimentar a companhia com a vinda de outros criadores, processos e linguagens. Neste caso, a ideia do Salazar foi proposta por ele, acolhida e desenhada depois em conjunto. Construímos a equipa e as diferentes atividades e criações suportados pelo debate e a convicção que para “mexer” no Salazar era preciso mais do que um espetáculo. Chegaram assim as preciosas colaborações com os historiadores, dramaturgo, cineasta e restantes criadores; as discussões de trabalho a partir das pesquisas, das ideias e dos conhecimentos de cada um; as filmagens pelo país real e ardido de Salazar; as improvisações na sala de ensaios para a dramaturgia se encontrar. Sempre com a sensação da dificuldade deste caminho, desta imagem que nos enche de curiosidade mas que nos engole. Quisemos olhar de maneira diferente a história. O resultado é esta complicação toda transformada num jogo de ficção e verdade que é um espetáculo de teatro, um filme, um workshop para adolescentes e algumas conversas.

Ficha Técnica e Artística

Encenação · Ricardo Vaz Trindade
Textos · António de Oliveira Salazar, Nuno Camarneiro e Ricardo Vaz Trindade
Interpretação · Isabel Craveiro, João Santos, Margarida Sousa e Ricardo Vaz Trindade
Criação Coletiva · Isabel Craveiro, Joana Brites, João Santos, João Vladimiro, Luís Reis Torgal, Margarida Sousa, Miguel Bandeira Jerónimo, Nuno Camarneiro, Ricardo Vaz Trindade e Rui Bebiano
Desenho de Cenografia e Figurinos · Joana Saboeiro
Figurino Salazar · Filipa Malva
Desenho de Luz · Alexandre Mestre
Música · Filipe Raposo
Coreografia · Ana Figueiredo e Ana Seiça
Design Gráfico · Paul Hardman
Fotografia · Carlos Gomes
Cabeleireiro · Carlos Gago (Ilídio Design)
Montagem · Danilo Pinto, Jonathan Azevedo e José Baltazar
Operação de Luz, Som e Vídeo · Jonathan Azevedo
Execução de Figurinos · Joaquim Meira e Fernanda Tomás
Direção de Produção · Isabel Craveiro
Produção Executiva · Cátia Oliveira
Direção Técnica · Jonathan Azevedo
Realização (Projeto Cinematográfico) · João Vladimiro
Coordenação Mesas-Redondas e Consultoria Científica · Joana Brites, Luís Reis Torgal, Rui Bebiano e Miguel Bandeira Jerónimo

Teatrão 2018

TerraTorga

Espetáculo para meninos e meninas a partir do universo de Miguel Torga

Criação: Leonor Barata

Com Isabel Craveiro, João Santos e Margarida Sousa

TerraTorga é uma viagem que fazemos guiados por Torga e pelas suas palavras, aos nossos locais de eleição, às nossas memórias de infância e aos nossos sonhos. Neste caminho partilhado evocamos paisagens e tradições do nosso país ao mesmo tempo que contamos algumas das histórias do universo deste autor, de uma forma não narrativa e em que o corpo e o corpo em movimento se apresentam como protagonistas e construtores de vários pequenos momentos, em que não há uma linha única de interpretação mas antes a total liberdade de quem vê para construir as suas próprias histórias e deixar-se envolver neste ambiente quase sonhado. Este espetáculo encontra-se assim num lugar de fragilidade, onde procuraremos o nosso Reino Maravilhoso, aquele sitio que, sendo obrigatoriamente diferente para cada um, é o sitio da respiração livre e dos dias felizes.

Ficha Técnica e Artística

Criação · Leonor Barata
Elenco Original (2007) · Adriana Campos, Inês Mourão e Isabel Craveiro
Elenco (2018) · Isabel Craveiro, João Santos e Margarida Sousa
Ambiente Sonoro · Rui Capitão
Desenho de Luz · Jonathan Azevedo
Figurinos · Isabel Craveiro e Leonor Barata
Comunicação · Margarida Sousa
Grafismo · Paul Hardman (a partir de Sofia Frazão)
Fotografia · Carlos Gomes
Operação de Luz e Som · Filipe Gomes
Execução de Figurinos · Fernanda Tomás
Construção de Adereços · José Baltazar
Direção de Produção · Isabel Craveiro
Produção Executiva · João Santos e Ana Bárbara Queirós
Direção Técnica · Jonathan Azevedo

Teatrão 2019

A Grande Emissão do Mundo Português

Direção: Isabel Craveiro em cocriação com os atores

Com Ana Bárbara Queirós, Celso Pedro, Isabel Craveiro, João Santos, Margarida Sousa

A Grande Emissão do Mundo Português é o segundo capítulo da Casa Portuguesa do Teatrão, o conjunto de produções, debates e estudos que a companhia produz atualmente sobre o Estado Novo. Depois de Eu Salazar, o foco transfere-se agora para a Emissora Nacional (EN) e para o seu papel na difusão da ideologia do Estado Novo, especialmente no período em que António Ferro assume a sua direção. Interessam-nos as correlações entre a política cultural do estado e a programação da EN, nomeadamente nas estratégias de “encenação” do regime e nos processos de aportuguesamento. A grande alteração dos meios de produção da EN para atingir estes objetivos, o seu sucesso e duração são pistas para a interpretação da transformação sociocultural operada no nosso país pelo Estado Novo. No confronto com o presente, este material permite-nos uma reflexão crítica sobre as novas vagas populistas, a influência dos meios de comunicação de massa na propagação de ideais que atualizam as ditaduras como soluções inevitáveis para os males sociais e conduzem a encenação das realidades.

A Voz do Senhor

A radiodifusão foi a primeira arma do fascismo. O fascismo é feito de ausências e emoções, e nasce de uma nostalgia pela união com aquilo que cremos ser-nos próximo e familiar.
A rádio, soprando música e vozes por todo o lado, era a ferramenta perfeita para os totalitarismos da primeira metade do século XX. A voz dos ditadores e seus representantes entrava nas casas e sussurrava promessas e sonhos, convencendo todos de que aquilo que queriam era o que dizia aquela voz amiga – que mais podemos chamar a alguém que nos fala e dentro da nossa própria casa? O som é a dimensão da intimidade. Os nossos cérebros dizem-nos que apenas escutamos quem está perto, quem é querido e quem nos quer bem. Por isso, meio mais emocional do que os jornais, mais intimista do que o cinema, mais subtil do que a televisão, a rádio foi fazedoras de nações, normalizadora de culturas, ditadora de línguas e ouvidos, e grande preocupação do Estado Novo, que tomou medidas cuidadosas para a moldar e definir, para assim inventar um Portugal à sua imagem.
Teatralizar a rádio parece um paradoxo, mas um paradoxo vital, para nos recordar como a rádio nos seduziu, nos ensinou, nos distraiu e nos enganou. Um paradoxo também para resgatar vozes, canções, jingles, notícias, que achávamos esquecidas, mas que ainda latejam na nossa memória cultural. E nesse resgate recordar como a rádio foi também teatro – encenação de um país, de uma cultura, de uma política – mas também espetáculo ao vivo, feito de protagonistas e figurantes, entusiasmo e imprevistos, problemas e milagres, roteiros e improvisações, e um longo, longo bastidor de histórias que neste espetáculo procurámos reproduzir ou apenas adivinhar, na busca de, unindo-nos a uma emissão do passado, melhor entendermos os interstícios do país de hoje.
Jorge Palinhos

Sinopse

Num estúdio da Emissora Nacional, cinco trabalhadores levam a cabo um programa que dura 21 anos de vida de um país encolhidos numa 1h30m de emissão. O seu início, em 1940, é marcado pela mudança na direção da Emissora – a saída de Henrique Galvão e entrada de António Ferro – que passa a coproduzir o programa com a Frente Nacional para a Alegria no Trabalho, procurando educar sem aborrecer a nação. Para este efeito, a emissão, gravada com público em estúdio, segue um alinhamento variado. Os famosos diálogos radiofónicos de Olavo d’Eça Leal, o Correio Sentimental Cousas Caseiras, os momentos poéticos ou de teatro radiofónico são abrilhantados por momentos musicais gravados ao vivo com as vedetas da Emissora, compondo um bouquet de bonitas atrações para alegrar as famílias. O programa dá ainda conta das novidades que abalam o mundo mas que não nos abalam e publicita os melhores produtos para consumo pelos radiouvintes. Serão horas passadas com orgulho, com exaltação, com alegria, mas também com amizade, sem sairmos do mesmo lugar ou talvez a sair só um bocadinho.

Ficha Técnica e Artística

Dramaturgia · Jorge Palinhos
Direção · Isabel Craveiro em cocriação com os atores
Consultoria Científica · Manuel Deniz Silva e Pedro Russo Moreira
Interpretação · Ana Bárbara Queirós, Celso Pedro, Isabel Craveiro, João Santos, Margarida Sousa
Cenografia e Figurinos · Filipa Malva
Desenho de Luz · Jonathan Azevedo
Direção Musical · Luís Figueiredo
Preparação Vocal · Cristina Faria
Design de Som · Daniel Bernardo
Vídeo · Sérgio Gomes
Design Gráfico · Paul Hardman
Teasers Vídeo · Rui de Almeida
Voz Off · Pedro Ribeiro e João Conceição
Fotografia · Carlos Gomes
Cabeleireiro · Carlos Gago (Ilídio Design)
Construção de Cenário · José Baltazar
Construção de Adereços · Cristovão Neto
Costureira · Fernanda Tomás
Montagem de Luz e Som · Jonathan Azevedo e Rafael Silva
Operação de luz · Jonathan Azevedo
Direção de Cena · Afonso Abreu, Ana Pereira, Diogo Simões e Filipe Gomes
Frente de Casa · David Meco,Diogo Manaia, Gabriela Martins, Guilherme Curado, Iria Gonçalves, Luís Nogueira, Manuela Hermes, Margarida Quadros, Mariana Ferreira, Mariana Martins, Mariana Pereira, Mário Canelas, Miguel Rocha, Ricardo Manuel e Rita Capelo
Direção de Produção · Cátia Oliveira
Direção Técnica · Jonathan Azevedo
Comunicação · Margarida Sousa e Raquel Vinhas
Interpretação língua gestual · Andreia Esteves, Pedro Oliveira e Rafaela Cota da Silva (interpretes profissionais); Ana Jacinta Neves, Catarina Abrantes, Cedson Furtado, Joana Lopes, Rita Costa e Sofia Soares (alunos do 3º ano da Licenciatura em Língua Gestual Portuguesa da ESEC)

Teatrão 2018