Quando:
24 Agosto, 2020@15:45_16:45
2020-08-24T15:45:00+01:00
2020-08-24T16:45:00+01:00


Acolhimento
Companhia de Teatro de Almada
Sala Grande
19 de dezembro · 21h30
20 de dezembro · 17h00
 

Bilheteira
Devido à situação epidemiológica atual é obrigatória a reserva e levantamento antecipado dos bilhetes (damos preferência à compra online)
Bilhetes disponíveis na Ticketline, Fnac e Worten
 

Informações, reservas:
239 714 013
912 511 302
info@oteatrao.com

Se isto é um homem

 
No ano em que se comemorou o centenário do nascimento do escritor italiano Primo Levi, a Companhia de Teatro de Almada estreou a primeira adaptação portuguesa para teatro da obra homónima Se isto é um homem, com encenação de Rogério de Carvalho, cenário e figurinos de Manuel Graça Dias e Egas José Vieira, luz de Guilherme Frazão e interpretação de Cláudio da Silva.
Se isto é um homem trata do sofrimento total e verdadeiro vivido no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, tal como foi narrado por Primo Levi no livro Se Isto é um Homem (Se Questo è un Uomo), de 1947. «Fui capturado pela milícia fascista a 13 de Dezembro de 1943», eis as palavras com que começa o texto. Nos últimos anos da Segunda Grande Guerra, já com Itália ocupada pelos Aliados, Mussolini liderou na região norte do país, controlada pelos Nazis, um pequeno Estado autodenominado República Social Italiana, mais conhecida por República de Salò. Levi e alguns companheiros igualmente inexperientes, tal como o escritor relata, tinham criado uma brigada de partigiani para se juntarem à Resistência, mas caíram nas mãos de uma milícia. «Naquele tempo, ainda ninguém me ensinara a doutrina […] segundo a qual a primeira tarefa do homem é tentar alcançar os seus objetivos com meios adequados, e quem errar, paga; por isso não posso deixar de considerar justo o sucessivo desenrolar dos acontecimentos», conclui o autor logo nos primeiros parágrafos. Nascido em 1919, e desaparecido em 1987, provavelmente por suicídio, Levi tinha já morrido em Auschwitz, quarenta anos antes, disse o escritor Elie Wiesel.
Dedicado aos carrascos que foram todos os que, pelo silêncio cobarde e pela indiferença dormente, compactuaram com o genocídio de milhões de judeus, o texto põe à consideração destes se «quem sem cabelos e sem nome», nem já «força para recordar» é um homem ou uma mulher. Originalmente publicado em 1947, o livro conheceria uma primeira adaptação para teatro em 1966.

 

 

Ficha Artística e Técnica

Texto · Primo Levi
Dramaturgia e Encenação · Rogério de Carvalho
Intérprete · Cláudio da Silva
Cenografia · Manuel Graça Dias e Egas José Vieira
Tradução · Simonetta Neto
Luz · Guilherme Frazão
Som · Miguel Laureano
Assistente de Encenação · Marco Trindade
Pintura de Cena · Diogo Costa
Produção · Paulo Mendes
Direção de Montagem · Guilherme Frazão
Montagem · Andreia Mendrico, Ivan Teixeira, Paulo Horta e Rodrigo Marques (Estagiário)
Companhia De Teatro de Almada

 

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