When:
6 October, 2021 @ 8:58 – 9:58
2021-10-06T08:58:00+01:00
2021-10-06T09:58:00+01:00


LINHA DE FUGA
RESIDÊNCIAS ARTÍSTICAS
16 a 30 de setembro – 14h às 18h
Sala de ensaios da OMT

 

LINHA DE FUGA – VICENTE ARLANDIS: “EL ESFUERZO CONSTANTE DE GANARSE LA VIDA” (ES)
COPRODUÇÃO DANÇA/PERFORMANCE
16 setembro – 21h30
Sala Grande OMT
M12

 

LINHA DE FUGA – DINIS MACHADO: “L’APRÈS-MIDI D’UNE FAUNE” (PT)
COPRODUÇÃO DANÇA/PERFORMANCE
22 setembro – 19h
Sala Grande OMT
M16

 

Informações:
239 714 013 | 912 511 302 | info@oteatrao.com

LINHA DE FUGA – Festival e Laboratório Internacional de Artes Performativas

 
Residências Artísticas

Em paralelo ao festival e suas atividades, acontece o laboratório internacional de Criação Linha de Fuga. Concebido como um campo de experimentação, aprendizagem e partilha de conhecimento coletivo, promove um encontro entre 15 criadores, artistas e pensadores de diferentes origens na cidade de Coimbra para exercitar o pensamento crítico e análise ao conceito de “cuidado”. Estes artistas foram selecionados a partir de uma convocatória internacional (com cerca de 100 candidaturas), através de projetos artísticos que estão em distintas etapas, mas que propõem formas de se relacionar com a cidade e com os conceitos propostos.

 

ARTISTAS DO LABORATÓRIO 2022
Aline Bonamin | São Paulo, Brasil (dança)
Bibi Dória (BR) | Lisboa, Portugal (dança/performance)
Cristina Lilienfeld | Bucharest, Roménia (dança)
Gustavo Monteiro | Porto, Portugal (dança)
Juan Carlos Arévalo | La Paz, Bolívia (dança e dramaturgia)
Margarida Cabral | Vila do Conde, Portugal (performance)
Paula Pachón | Valência, Espanha (dança)
Personaje Personaje (EC) | Barcelona, Espanha (performance)
Rafaela Santos | Canas de Senhorim, Portugal (teatro)
Rita Pinheiro | Porto, Portugal (teatro)
Corps Pourri a.k.a Solveig Phyllis Rocher | Marselha, França (dança)
Vinicius Couto (BR) | Lisboa, Portugal (performance)
Wellington Gadelha | Fortaleza, Brasil (performance)

 

ARTISTAS DOCUMENTADORAS 2022
Paulina Oña & Tika Michel |Bogotá (Colômbia) e La Paz (Bolívia)


LINHA DE FUGA – VICENTE ARLANDIS: “EL ESFUERZO CONSTANTE DE GANARSE LA VIDA” (ES)
DANÇA/PERFORMANCE
16 setembro – 21h30
Sala Grande OMT
M12

 

El esfuerzo constante de ganarse la vida é uma performance onde Vicente Arlandis procura trabalhar o mínimo, o justo e o que entende como razoável. Fala-nos sobre o que acha da disciplina, do trabalho do bailarino e do sequestro do nosso tempo. Contará como é a sensação de repetir a mesma ação oito horas por dia numa fábrica ou como fica o corpo quando dançamos o mesmo espetáculo por cinco anos.
E para finalizar contará algumas piadas e deixa uma como exemplo: “Todos seríamos mais felizes se trabalhássemos no que gostamos. No meu caso, é muito difícil encontrar um emprego de esparguete com queijo.”

 

 

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LINHA DE FUGA – DINIS MACHADO: “L’APRÈS-MIDI D’UNE FAUNE” (PT)
DANÇA/PERFORMANCE
22 setembro – 19h
Sala Grande OMT
M16

 

Um solo para a bailarina Mandi Tiukkanen pela coreógrafa Dinis Machado com música original de Godill.
Nesta dança, investigam e questionam-se sobre uma feminilidade butch que seria no corpo de Machado lida apenas como uma manifestação masculina. Elas perdem-se neste labirinto coreográfico e íntimo onde procurar o feminino é também reconhecer a intangibilidade de o definir. Esta dança acontece no lugar onde Mandi empresta o seu corpo para materializar a subjetividade trans-feminina de Machado que, por sua vez, constrói um espaço para o corpo de Mandi, de um feminino raramente imaginado e materializado na história e nos palcos da dança erudita.
Assim, L’Après-midi d’une faune é sobre uma feminilidade que excede corpos individuais, sobre uma vivência de género coletiva e social que acontece entre corpos e nos lugares onde se cruzam e se encontram, na forma como se questionam e se potenciam mutuamente. Sobre a forma como nos podemos tornar no lugar onde os outros podem acontecer mais próximos de como se imaginam.
A música de Godill nem guia nem segue esta fauna, mas antes a acompanha enquanto devaneia, como uma irmã ou um feitiço para a caminhada desta dança de um pedestrianismo alado.
L’Après-midi d’une faune é também sobre a intimidade desta pluralidade feminina dos três corpos que a criaram. É sobre a tomada do espaço desta tarde bucólica pela subjetividade dela, pela sua deriva, sexualidade e autonomia. Trata-se da ocupação de “um quarto só para si”.
L’Après-midi d’une faune é sobre uma experiência trans tão concreta quanto espiritual.

 

© River Lööf

 

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+info: linhadefuga.pt