When:
6 October, 2021 @ 8:58 – 9:58
2021-10-06T08:58:00+01:00
2021-10-06T09:58:00+01:00


Mostra São Palco 2022
Teatro Brasileiro em Portugal
7 set – 20 dez
 
Promotor: Teatrão
 
Coprodutores:
Teatro Académico de Gil Vicente
Convento São Francisco
Teatro Aveirense (Aveiro)
Cineteatro Louletano (Loulé)
Coliseu do Porto AGEAS
Teatro Nacional São João
Teatro-Cine Torres Vedras
Teatro Sá da Bandeira (Santarém)
Teatro Oficina (Guimarães)
Centro Cultural Gil Vicente (Sardoal)
 
Apoios:
Itaú Cultural (BR)
Direção Geral das Artes
Programa Garantir Cultura
Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses
Programa Iberescena
Município de Coimbra

MOSTRA SÃO PALCO 2022 – Teatro Brasileiro em Portugal

 

Em 2022 passam duzentos anos da independência do Brasil (declarada a 7 de setembro), datas redondas que servem de pretexto para refletir sobre a arte e cultura brasileiras, e que pretendemos assinalar com a terceira edição da Mostra São Palco, dando a conhecer a criação brasileira, através da apresentação de espetáculos de teatro vindos do Brasil em várias cidades.
O crescimento da comunidade brasileira em Portugal, e em Coimbra em particular, além da intensidade do intercâmbio cultural, artístico e académico, impõem uma reflexão sobre o que foi feito e o que se poderá vir a fazer em conjunto, que esta efeméride enquadra involuntariamente.
A primeira e segunda edições da Mostra de Teatro de São Paulo – São Palco foram realizadas pelo Teatrão em 2012 e 2013, com a apresentação de vários espetáculos do chamado “Teatro de Grupo” da capital paulista nos palcos de Coimbra, Guimarães, Porto, Santa Maria da Feira, Torres Vedras e Torres Novas, entre os quais “Ópera dos vivos, da Companhia do Latão; Hysteria”, do grupo XIX; “Luis Antônio Gabriela”, da Companhia Mungunzá de Teatro; “Orfeu mestiço”, do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos; “Mire veja”, da Companhia do Feijão; e “Quem não sabe mais quem é, o que é e onde está, precisa se mexer”, da Companhia São Jorge de Variedades.
Mas Brasil e Portugal mudaram, como é óbvio. Se, nas palavras do filósofo Paulo Arantes (em entrevista a Beth Néspoli para O Estado de São Paulo, 16/07/2007), “a tradição crítica brasileira migrou e renasce[u] na cena redesenhada por esses coletivos de pesquisa e intervenção”, qual o balanço possível de fazer, mais de dez anos depois — ou duzentos — do apogeu do teatro paulistano (e brasileiro)?
 
Nesta edição gostaríamos de fazer a retrospetiva da produção teatral dos últimos anos e, em paralelo, recapitular as alterações do campo artístico brasileiro em geral.
Partindo da data referida, tão emblemática quanto contraditória, pretende-se discutir o que veio a significar a independência, ao longo do tempo, para os grupos sociais subalternizados.
Além disso, pretendemos ir além da apresentação dos espetáculos teatrais, mas também promover encontros entre criadores de ambos os países, gerando momentos de partilha em oficinas artísticas.
Esboçamos um ciclo de espetáculos brasileiros que representa, ainda que imperfeitamente, as principais vias da criação contemporânea brasileira, segundo critérios de consistência de trabalho, de abrangência de tema, de representatividade social, de originalidade artística e de qualidade estética.
A mostra projeta-se, assim, no futuro próximo, ancorada no património cultural em comum. Esperamos entrar no espírito da efeméride assinalada, data em que foram inventados outros países, Brasis e Portugais sobretudo imaginários, diferentes dos que então existiam, e certamente dos que vieram a existir depois e existem agora.

Programming

Programamos a apresentação de cinco espetáculos, por quatro coletivos teatrais: A Invenção do Nordeste, inspirado no texto do historiador Durval Muniz de Albuquerque Júnior; Jacy, de Henrique Fontes, Iracema Macedo e Pablo Capistrano; Lugar Nenhum, de Sérgio de Carvalho; Gota d’ Água {Preta}, de Chico Buarque e Ledores no Breu, inspirado nas obras do poeta Zé da Luz, do ficcionista Guimarães Rosa e no pensamento e prática do educador Paulo Freire.
 

A INVENÇÃO DO NORDESTE (Grupo Carmin)
Coimbra – 7 set, 21h30, Teatro Académico de Gil Vicente
Aveiro – 17 set, 21h30, Teatro Aveirense
Santarém – 18 set, 17h, Teatro Sá da Bandeira
 

JACY (Grupo Carmin)
Coimbra – 11 set, 19h, Oficina Municipal do Teatro
Aveiro – 15 set, 21h30, Teatro Aveirense
 

LUGAR NENHUM (Companhia do Latão)
Coimbra – 23 set, 20h, Teatro Académico de Gil Vicente
Torres Vedras – 24 set, 21h30, Teatro-Cine Torres Vedras
 

LEDORES NO BREU (Cia. do Tijolo)
Coimbra – 12 out, 19h, Oficina Municipal do Teatro
Porto – 14 out, 19h, Coliseu Porto AGEAS
Sardoal – 21 out, 21h30, Centro Cultural Gil Vicente
 

GOTA D’ÁGUA {PRETA} (Jé de Oliveira)
Loulé – 15 out, 17H, Cineteatro Louletano
Coimbra – 19 out, 19h, Convento São Francisco
Porto – 20 out, 20h, Coliseu Porto AGEAS
Aveiro – 23 out, 16h, Teatro Aveirense
 

Concerto DANI NEGA
Loulé – 16 out, 21h, Cineteatro Louletano
 

Programação Complementar

O programa inclui, ainda, várias atividades que gravitam em torno dos espetáculos, dos autores, dos criadores e dos coletivos teatrais:

Todo Brasil Existe

Org.: O Teatrão, TAGV, Instituto de Estudos Brasileiros (IEB-FLUC), Teatro Oficina (Guimarães) e Teatro Nacional São João (TNSJ)
 

Mesa-redonda
Onde está o Nordeste?
IEB-FLUC, 7 set, 19h

— Durval Muniz (UFRN) [via zoom]
Autor do livro A Invenção do Nordeste e Outras Artes, tem feito a crítica dos lugares-comuns sertão e nordeste na literatura e artes brasileiras
— Henrique Fontes (Grupo Carmin)
Ator, encenador, dramaturgo e produtor. Vencedor do Prémio Shell-Rio Melhor Dramaturgia para “A Invenção do Nordeste”.
— Emilene Andrada Donato
Mestra em Ciências, cursando Doutorado no programa “Persona y Sociedad en el mundo contemporáneo”, na Universitat Autònoma de Barcelona (Espanha), e em estágio doutoral no Centro de Estudos Sociais, da Universidade de Coimbra (Portugal).
— Osvaldo Silvestre (IEB)
Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, tem-se dedicado aos estudos brasileiros, quer como professor de literatura brasileira, quer como coordenador do Instituto de Estudos Brasileiros da UC.
 

Leituras no Mosteiro
Dramaturgia Brasileira Contemporânea
Independência & Morte
MSBV, 20 set, 19h

— com a presença de Sérgio de Carvalho e Henrique Fontes
Textos de Luís Indriunas, Fernanda Sales Rocha, Sérgio de Carvalho e Henrique Fontes
Sérgio de Carvalho tem pesquisado e publicado sobre a história do teatro brasileiro, fazendo uma revisão da historiografia anterior. Nesta conferência, apresentará vários estudos, ainda em desenvolvimento, sobre formas da teatralidade no Brasil entre os séculos XVI e XVIII.
 

Conferência
Teatro e Sociedade no Brasil Colónia
IEB-FLUC, 29 set, 19h

— Sérgio de Carvalho
 

Oficina
Laboratório de Escrita para Teatro Dialético
Parte I – Teatro Oficina, 26 e 27 set, 15h-20h

Com Sérgio de Carvalho
Chamada dirigida a atores/atrizes, encenadores/as, dramaturgos/as, estudantes de teatro, pessoas interessadas em escrever para teatro.
Limite 15 participantes
Participação gratuita mediante pré-seleção através do envio de uma biografia e uma carta de intenções.
Parte II – TAGV, 30 set, 19h-23h e 1 out 15h-20h
+info: https://tagv.pt/agenda/laboratorio-de-escrita/
 

Oficina
A Gota D’Água Racional
Cineteatro Louletano, 12 e 13 out
Com elenco Gota d’Água {Preta}

A oficina “A Gota D’Água Racional” pretende debruçar-se sobre o processo de criação musical do espetáculo “Gota D’Água {PRETA}” da obra de Chico Buarque e Paulo Pontes, revelando procedimentos usados no diálogo cénico estabelecido entre uma parte do cancioneiro do Chico e trechos da obra dos Racionais MC`s (principal grupo de rap brasileiro tendo como líder Mano Brown). A oficina propõe audições críticas de algumas canções síntese que explicitem o conceito dialógico contido no encontro cênico entre Chico Buarque e Mano Brown.
Público Alvo: Pessoas interessadas em canções brasileiras, teatro, música, dramaturgia e artistas da cena de um modo geral.

Faixa etária: Maiores de 18 anos | Limite de público: 20 vagas | Carga Horária:
6h. 3h/dia.
 

Conferência
O Teatro Experimental do Negro
IEB-FLUC, 18 out, 19h

— Salloma Salomão
Compositor, educador, ator, dramaturgo. Doutorado em História pela PUC-SP, com estágio na Universidade de Lisboa. Desenvolve projetos continuados de formação de educadores/as e artistas. Cria e difunde pesquisa e música para teatro, dança e cinema.
 

Leituras no Mosteiro
Dramaturgia Brasileira Contemporânea
Segunda Abolição
MSBV, 18 out, 19h

— com a presença de Jé Oliveira
Textos de Grace Passô, Marcos Barbosa e Jé Oliveira
 

Conversa
Onde está o Nordeste?
a partir do filme Mangue Bit, de Jura Capela
Coliseu do Porto, 21 out, 19h

— Jé Oliveira
Graduado em Ciências Sociais, pela Universidade de São Paulo – USP. Fundador do Coletivo Negro, ator, diretor e dramaturgo, formado pela Escola Livre de Teatro de Santo André, onde hoje faz parte do corpo de Mestres da instituição, sendo responsável pelo ensino e criação de dramaturgias.
— Galiana Brasil
Gestora do núcleo de artes cénicas do Itaú Cultural. Atriz, mestranda no programa do Célia Helena Centro de Artes e Educação. Possui produção teórica com perspectiva decolonial nos campos da gestão cultural e pedagogia das artes cénicas, com foco em mediação cultural, formação e curadoria. Durante 15 anos coordenou a programação das artes cénicas do Sesc Pernambuco.
 

Leituras no Mosteiro
Dramaturgia Brasileira Contemporânea
Sertão-Mar
MSBV, 15 nov, 19h

— com a presença de Maria Giulia Pinheiro
Textos de Cláudia Barral, Silvia Gomez e Maria Giulia Pinheiro
 

Dramaturgia Brasileira Contemporânea
Tupi or not tupi
MSBV, 20 dez, 19h

— com a presença de Diogo Liberano
Textos de Marcos Gomes, Pedro Kosovski e Diogo Liberano
 

Conversas Pós-Espetáculo
— Desmontagem A Invenção do Nordeste (TAGV)
— Desmontagem Jacy (OMT)
— Desmontagem Lugar Nenhum (TAGV)
— Desmontagem Ledores no Breu (OMT)
— Desmontagem Gota d’Água Preta (CSF)
 

+ Informações sobre os espetáculos