Quando:
24 Agosto, 2020@9:46_10:46
2020-08-24T09:46:00+01:00
2020-08-24T10:46:00+01:00


Atividade do Serviço Educativo

 
Grupos organizados por idade (6-9, 10-13, 14- 18, adultos) e por experiência (Iniciação ou Continuação)
Uma sessão semanal em horário pós-letivo/laboral.

 

Informações
239 714 013
912 511 302
info@oteatrao.com

Classes de Teatro 2020-2021

 
Retomamos, a partir de 19 de abril, o quotidiano das Classes de Teatro que, desde 2001 acontecem na Oficina Municipal do Teatro. Em outubro esperamos abrir o novo ano letivo comemorando 20 anos deste projeto. Até lá recuperamos, nos próximos 4 meses, o trabalho presencial que será mostrado ao público no próximo mês de julho. Atualmente desenvolvem projetos quatro turmas de adultos e seis turmas de jovens em diferentes fases de formação:

 

 
AMOR POR ANEXINS
CLASSE ADULTOS | 4º ano de formação
Neste entreato cómico, seguimos as peripécias de Isaías, um velho solteirão abastado que só fala por ditados, para conquistar o amor de Inês, jovem viúva que não perde uma oportunidade para enjeitar o seu pretendente. Pelo meio, e como “quem conta um conto, acrescenta um ponto”, experimentamos hipóteses do passado e do [que poderá vir a ser o] futuro deste casal desavindo, neste exercício onde olhamos o palco como um sítio de possível transformação e o jogo dramático como o elemento essencial da sua dimensão transformadora.
Artur Azevedo (1855-1908) foi um dramaturgo, poeta, contista e jornalista brasileiro. Membro do grupo fundador da Academia Brasileira de Letras, é autor de cerca de uma centena de peças de vários géneros. Amor por Anexins foi a primeira peça que escreveu, aos 15 anos de idade: este entremez figura hoje na história dos palcos lusófonos como uma das suas obras mais queridas, e mais representadas.

 
A PROFESSORA
CLASSE ADULTOS | 3º ano de formação
Joana Baguaçu, professora do pequeno povoado de Esperança, leva-nos numa viagem às arrecuas ao processo que despoletou a sua morte. Pelo seu testemunho poderoso, de ressonância bíblica, conhecemos o povoado, as suas gentes, os seus sonhos, e as suas tormentas. Partimos desta peça curta de Enrique Buenaventura para estudarmos preceitos da interpretação e a sua relação com a linguagem teatral. Num momento em que o mundo nos aparece como um território hostil à ideia de fundarmos Esperanças, parece-nos que, no palco, pelo menos, mais do que possível, é urgente que o façamos.
Enrique Buenaventura (1925-2003) foi encenador, dramaturgo, ator, poeta colombiano e uma figura incontornável do teatro latino-americano. Em 1955, Buenaventura junta-se a um grupo de estudantes do Instituto Departamental de Belas Artes e funda o Teatro Experimental de Cáli (TEC). Sob a sua direção, o TEC tornar-se-ia num dos maiores impulsionadores do desenvolvimento da criação coletiva no panorama teatral da América Latina. A coletivização da criação artística e o teatro consciente da sua responsabilidade política são aspetos seminais da prática teatral deste Mestre colombiano, e o seu Método de Creación Colectiva foi, mais do que uma técnica ou uma estética, um princípio de ação política.

 
À PORTA FECHADA
CLASSE ADULTOS | 6º ano de formação
À Porta fechada, de Jean Paul Sartre, é o texto que inspira o exercício teatral deste ano. Continuamos num ano estranho, parte dele vivido à porta fechada, com aulas presenciais suspensas, mas que continuamos à distância e online, que pouco tem a ver com o fazer teatral. Perante o desafio, aprofundamos metodologias de análise de texto, pesquisamos sobre o autor e o recorte histórico da peça, manifestamo-nos individualmente sobre o processo criativo, construímos pensamento sobre a construção de cenas e testamo-las de várias maneiras. A partir deste texto colocamos a cena como uma espécie de laboratório do conflito com os outros, onde três personagens estão presas na necessidade de julgamento do outro ao mesmo tempo que reclamam que “o inferno são os outros”. Como é esta liberdade? O que fazemos dela na relação com o outro? Estaremos um pouco perdidos sobre o seu significado? Na peça é tarde demais, connosco, talvez seja apenas um pouco tarde.

 
BELAVISTA OU PONTO DE VISTA?
CLASSE 14-18 | 5º ano de formação
Da minha janela, vejo o mundo como ele é ou como gostaria que ele fosse?
Estes alunos, já foram bojadores, tiveram lobos à porta e golearam na Arregaça. Este ano, vestem-se deles próprios e, partindo da “BelaVista” (Lisa McGee), misturam planos: a realidade vs a ficção, o confinamento vs a liberdade, o convívio online vs a proximidade física. Reinventam a realidade como gostariam que ela fosse: misteriosa, fantástica e, sobretudo, à sua imagem.

 
ALIMENTAR A MÁQUINA
CLASSE ADULTOS | Iniciação
No “corre-corre” do dia-a-dia, onde encontramos tempo e espaço para recarregar a bateria desta máquina que nos acompanha – o Corpo? Ao longo deste ano, com um “pára-arranca” pelo meio, este grupo permaneceu no desafio: descobrir um lugar-bolha onde se pode experimentar e errar. É desse lugar, e da discussão sobre o que nos junta, inquieta e motiva a experimentar coisas novas, que surgem os estudos deste grupo. Um lugar onde possam alimentar a máquina através do jogo, porque não há idade para brincar.

 
O QUE GUARDAS CÁ DENTRO?
CLASSE 12-14 | 2º ano de formação
A partir das angústias de dez raparigas, o único rapaz deste grupo, leva-nos numa viagem pela aventura que é a adolescência e conta-nos o que estas miúdas guardam na bagagem. Sonhos, incertezas, melhores amigos, gargalhadas, looks, comida…há de tudo!
A partir do jogo e dos encontros e desencontros, desembocamos na ação e nos conflitos interiores deste grupo, que podia ser qualquer outro grupo, só que não.

 
VENHO DO LUGAR ONDE SÃO FEITOS OS SONHOS
CLASSE 10-13 | 1º ano de formação
Marcámos encontro aos sábados de manhã, não sabendo que este espaço era mágico. Em círculo, de pé ou sentados, fomos descobrindo que jogar , é entrar num mundo de faz de conta.
Num desses sábados, o chão transformou-se em lava e num abrir e fechar de olhos já estávamos num campo de algodão! Noutro sábado, o corpo era feito de barro e fizemos um museu de esculturas!
As fotografias contam histórias de vida. E o que é bom, é que as vidas se cruzam e acabam por contar outras histórias. Outras imagens surgem com a banda sonora de todos os dias!
Os sábados ficam gravados como fotografias no corpo, no espaço, nas músicas que ouvimos e nos textos que lemos.
O sábado é o lugar do sonho e eu venho de lá.

 
TENTATIVAS DE ENCONTRO
CLASSE 14-18 | 1º ano de formação
A vida e o teatro são espaços de encontro. Ou, pelos menos, assim deveria ser. Às vezes, dão-se… outras vezes, não. “Mas o que é afinal um encontro? O que é necessário para que ele se dê verdadeiramente? Será que duas pessoas juntas dão um encontro? Quantas formas diferentes existem de nos encontrarmos? O que caracteriza um encontro?” Foram estas as questões que, aliadas à impossibilidade de nos podermos tocar, agarrar ou abraçar, ditaram o arranque da nossa investigação. Investigação essa que agora partilhamos convosco.

 
AS MÃOS SUJAS – ESPETÁCULO CONFERÊNCIA SOBRE POLÍTICA, PARTICIPAÇÃO E UTOPIA
CLASSE ANÁLISE DE TEXTO E INTERPRETAÇÃO | 8º ano de formação
As Mãos Sujas, a peça mais célebre de Jean-Paul Sartre, nasce da oposição política de um realista e de um idealista. O texto, que inicialmente foi objeto de estudo na disciplina de Análise Dramatúrgica do SE do Teatrão, dá origem a um projeto que parte desta obra de 1948 para discutir o tempo presente, nomeadamente as dinâmicas que podem levar à participação cívica dos jovens. Ao grupo de alunos do Teatrão, constituído por jovens universitários, juntam-se os atores profissionais, o diretor Marco Antonio Rodrigues, a Universidade Popular Empenho e Arte (Centro de Estudos Sociais da UC) e Boaventura Sousa Santos num formato híbrido de espetáculo/conferência em discurso direto com o público.
Escrito pelo francês Jean-Paul Sartre na corrente existencialista do pós-guerra, o drama As Mãos Sujas pode ser lido em 2021 em triste sintonia com a contemporaneidade. O espetáculo transita entre o discurso teórico alimentado com relativa ingenuidade por uns e a prática supostamente necessária para exercer o poder defendida por outros, alguns de caráter relativamente duvidoso…
Hugo, o protagonista, enquadra-se nos primeiros. Intelectual burguês, engaja-se no Partido Comunista numa região dominada por inimigos fascistas. Ideologicamente, Hugo não se conforma com as atitudes tomadas por Hoederer, o líder do partido que faz alianças com conservadores para ganhar o poder. Dá-se na trama um salto temporal que revela a Hugo as consequências de tais atitudes num futuro nada distante. Um exercício de discussão que serve a análise da situação geopolítica atual e das possíveis formas de combate aos modelos conservadores de extrema-direita que se instalam um pouco por todo o mundo.

 
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