Quando:
24 Agosto, 2020@9:46_10:46
2020-08-24T09:46:00+01:00
2020-08-24T10:46:00+01:00


Atividade do Serviço Educativo

 
Grupos organizados por idade (6-9, 10-13, 14- 18, adultos) e por experiência (Iniciação ou Continuação)
Uma sessão semanal em horário pós-letivo/laboral.

 

Informações
239 714 013
912 511 302
info@oteatrao.com

MANOBRAS DE CENA 2021

 
Manobras de Cena é o programa de apresentações das Classes do Teatrão que, neste ano de 2021, completam 20 anos de atividade regular de formação na área do teatro. As comemorações ficam para outubro, no início do novo ano letivo. Para já mostramos o que as turmas produziram, num ano marcado por períodos de suspensão dos trabalhos ou por experiências de teatro em frente do computador.

 

 

O QUE GUARDAS CÁ DENTRO?

2º ano de formação
1 de julho, 18h30

A partir das angústias de dez raparigas, o únicos dois rapazes deste grupo, levam-nos numa viagem pela aventura que é a adolescência e contam-nos o que estas miúdas guardam na bagagem. Sonhos, incertezas, melhores amigos, gargalhadas, looks, comida…há de tudo!
A partir do jogo e dos encontros e desencontros, desembocamos na ação e nos conflitos interiores deste grupo, que podia ser qualquer outro grupo, só que não.
 
Orientação: Cláudia Carvalho
Com: Ana Carolino, Ana Pires, Beatriz Andrade, Carolina Caseiro, Inês Pereira, Júlia Reis, Maria Inês Nogueira, Matilde Van Velze, Miguel Figueira, Rita Rézio, Rodrigo dos Santos.

 

A PROFESSORA

3º ano de formação
4 de julho, 19h

A Professora do pequeno povoado de Esperança leva-nos numa viagem às arrecuas ao processo que despoletou a sua morte. Pelo seu testemunho poderoso, de ressonância bíblica, conhecemos o povoado, as suas gentes, os seus sonhos, e as suas tormentas. Chegámos a esta peça-fragmento de Enrique Buenaventura para estudar preceitos da interpretação e a sua relação com a linguagem teatral; partimos dela para pensar o lugar do palco e do teatro, num mundo cada vez mais hostil à ideia de fundar e nutrir Esperanças.
 
Enrique Buenaventura (1925-2003) foi encenador, dramaturgo, ator, poeta colombiano e uma figura incontornável do teatro latino-americano. Em 1955, Buenaventura junta-se a um grupo de estudantes do Instituto Departamental de Belas Artes e funda o Teatro Experimental de Cáli (TEC). Sob a sua direção, o TEC tornar-se-ia num dos maiores impulsionadores do desenvolvimento da criação coletiva no panorama teatral da América Latina. A coletivização da criação artística e o teatro consciente da sua responsabilidade política são aspetos seminais da prática teatral deste Mestre colombiano, que via no seu Método de Creación Colectiva, mais do que uma técnica ou estética, um princípio de ação política.
 
Orientação: Pedro Lamas
Com: Ana Laranjeira, Ana Trindade, Catarina Marcos, Isabel Carvalho, Mauro Pinto, Mónica Brandão, Pedro Almeida, Roberto Garcia e Tatiana Marques.

 

TENTATIVAS DE ENCONTRO

1º ano de formação
9 de julho, sessões às 18h30, 19h e 19h30

Passamos a vida a olhar para baixo. Passamos pelas pessoas mas não as vemos. Acho que isso acontece por causa do tempo. Porque já ninguém tem tempo a perder! Corres de um lado para o outro, dás um jeito aqui e ali… Será que o truque é não pensar e pronto? É que pensar obriga-nos a parar, não é? Pensar obriga-te a olhar à tua volta. E ninguém gosta de se confrontar com aquilo que não quer ver. Eu, pelo menos, não gosto.
Hoje, com meia dúzia de toques no telefone, encomendamos companhia com a mesma facilidade com que encomendamos um hamburger. Dizem-nos que é um sinal dos tempos, mas nem sempre é fácil encontrar alguém com quem queiramos descobrir que tempos são estes. Incitados pelos acontecimentos dos últimos meses, que nos obrigaram a transitar de sala de aula para Zoom e de Zoom para sala de aula, levantámos questões acerca do porquê de nos (não) relacionarmos e de nos (não) comprometermos. Jogando com a impossibilidade de nos podermos tocar, agarrar ou abraçar, iniciámos uma exploração acerca destas “realidades” distópicas e acerca da forma como, irremediavelmente, necessitamos delas. Será que ainda faz sentido a utopia?
 
Orientação: João Santos
Com: Bárbara Quintais, Eduardo Figueira, Eva Seixo, Luísa Faria, Maria Canelas, Maria Moita e Matilde Mendes

 

O TEMPO PERGUNTOU AO TEMPO

Iniciação
8 de julho, 21h

No “corre-corre” do dia-a-dia, onde encontramos tempo e espaço para recarregar a bateria desta máquina que nos acompanha – o Corpo? Ao longo deste ano, com um “pára-arranca” pelo meio, este grupo permaneceu no desafio: descobrir um tempo-lugar onde se pode experimentar e errar. É dessa “bolha” e da visão que cada um tem sobre o TEMPO, que surgem os estudos deste grupo. Um tempo e lugar onde podem plantar tâmaras, atravessar buracos negros e, sobretudo, alimentar a máquina através do jogo.

 

Orientação: Mariana Pereira e Sofia Coelho
Com: Ana Cristina Silva, Ana Isabel Machado, André Carmo, Francisco Valente e Isabel Batista

 

VENHO DO LUGAR ONDE SÃO FEITOS OS SONHOS

Iniciação
10 de julho, 11h30

Marcámos encontro aos sábados de manhã, não sabendo que este espaço era mágico. Em círculo, de pé ou sentados, fomos descobrindo que jogar , é entrar num mundo de faz de conta.
Num desses sábados, o chão transformou-se em lava e num abrir e fechar de olhos já estávamos num campo de algodão! Noutro sábado, o corpo era feito de barro e fizemos um museu de esculturas!
As fotografias contam histórias de vida. E o que é bom, é que as vidas se cruzam e acabam por contar outras histórias. Outras imagens surgem com a banda sonora de todos os dias!
Os sábados ficam gravados como fotografias no corpo, no espaço, nas músicas que ouvimos e nos textos que lemos.
O sábado é o lugar do sonho e eu venho de lá.
 
Orientação: Cláudia Carvalho
Com: Ana Piedade, Ana Leonor Mamede, Ana Sofia Monteiro, Andres Quevedo, Carolina Sardinha, Carolina Moura, Carolina Fernandes, Clara Sarmento, Eduardo Sousa, Erika Parubok, Inês Marques, Júlia Pratas, Patrícia Conceição.

 

AMOR POR ANEXINS

4º ano de formação
11 de julho, 19h

Para Isaías, velho solteirão abastado, levar a água ao seu moinho seria conquistar a mão da recém-enviuvada Inês, mas a jovem costureira está apostada em tornar-se a primeira pedra na história dos adágios a travar a água, e recusa-se a aceitar gato por lebre. Trazemos roupagens de recital a este entreato cómico de Artur Azevedo, e como “quem conta um conto, acrescenta um ponto”, experimentamos hipóteses de raconto das peripécias deste casal desavindo, num exercício dedicado a celebrar o generoso prazer do encontro e da cumplicidade do ato teatral.
 
Artur Azevedo (1855-1908) foi um dramaturgo, poeta, contista e jornalista brasileiro. Membro do grupo fundador da Academia Brasileira de Letras, é autor de cerca de uma centena de peças de vários géneros. Amor por Anexins, a primeira peça que escreve, com 15 anos de idade, é um entremez que figura hoje na história dos palcos lusófonos como uma das suas mais queridas, e mais representadas, obras.
 
Orientação: Pedro Lamas
Com: Ana Maria Gomes, António Ferreira, Luzia Alves, Maria Amália Gomes, Maria da Graça Mendes, Maria Emília Gomes e Maria Rosália Rodrigues.

 

BELAVISTA

5º ano de formação
15 de julho, 21h

Pela janela do seu quarto, Lili combate a solidão ao observar os vizinhos do Bairro da Bela Vista e a inventar histórias sobre eles. Observa, principalmente, Dara, outra rapariga do Bairro, cuja amizade que criam acabará por ter consequências tão hilariantes quanto perigosas, deixando o público na difícil tarefa de tentar distinguir o que é facto do que é ficção.
 
Estes alunos, que já foram bojadores, tiveram lobos à porta e golearam na Arregaça, partem agora da “BelaVista”, de Lisa McGee, para reinventar a realidade à sua imagem, num constante limbo entre a verdade e o imaginário.
 
Coordenação: Isabel Craveiro
Orientação: Mariana Pereira e Sofia Coelho
Alunos: Alice Pinto, Beatriz Guinapo, Carolina Coelho, Catarina Loureiro, Clara Alves, Inês Amaro, Maria Gabriela Alves, Maria Leonor Piedade, Maria Videira, Mariana Coelho, Mariana Morais, Pedro Borges, Tomás Quadrado.

 

AS MÃOS SUJAS – POLÍTICA, PARTICIPAÇÃO E UTOPIA

Leitura Encenada
8º ano de formação
14 de julho, 19h

As Mãos Sujas, a peça mais célebre de Jean-Paul Sartre, nasce da oposição política de um realista e de um idealista. O texto, que inicialmente foi objeto de estudo na disciplina de Análise Dramatúrgica do SE do Teatrão, dará origem a um projeto que parte desta obra de 1948 para discutir o tempo presente, nomeadamente as dinâmicas que podem levar à participação cívica dos jovens. Nesta fase abrimos o processo para uma leitura encenada do texto e a partilha do processo de análise .
Escrito pelo francês Jean-Paul Sartre na corrente existencialista do pós-guerra, o drama As Mãos Sujas pode ser lido em 2021 em triste sintonia com a contemporaneidade. O espetáculo transita entre o discurso teórico alimentado com relativa ingenuidade por uns e a prática supostamente necessária para exercer o poder defendida por outros, alguns de caráter relativamente duvidoso…
Hugo, o protagonista, enquadra-se nos primeiros. Intelectual burguês, engaja-se no Partido Comunista numa região dominada por inimigos fascistas. Ideologicamente, Hugo não se conforma com as atitudes tomadas por Hoederer, o líder do partido que faz alianças com conservadores para ganhar o poder. Dá-se na trama um salto temporal que revela a Hugo as consequências de tais atitudes num futuro nada distante. Um exercício de discussão que serve a análise da situação geopolítica atual e das possíveis formas de combate aos modelos conservadores de extrema-direita que se instalam um pouco por todo o mundo.
 
Coordenação: Isabel Craveiro
Participantes: Afonso Abreu, Alina Zhidkova, Ana Rita Marques, Carolina Lourenço, Diogo Simões, David Meco, Francisco Malva, Gabriela Martins, Luís Nogueira, Mariana Martins, Mariana Pereira, Mauro Pinto, Raquel Pereira, Tomás Caetano.

 

À PORTA FECHADA

6º ano de formação
17 de julho, 21h

À Porta fechada, de Jean Paul Sartre, é o texto que inspira o exercício teatral deste ano. Continuamos num ano estranho, parte dele vivido à porta fechada, com aulas presenciais suspensas, mas que continuamos à distância e online, que pouco tem a ver com o fazer teatral. Perante o desafio, aprofundamos metodologias de análise de texto, pesquisamos sobre o autor e o recorte histórico da peça, manifestamo-nos individualmente sobre o processo criativo, construímos pensamento sobre a construção de cenas e testamo-las de várias maneiras. A partir deste texto colocamos a cena como uma espécie de laboratório do conflito com os outros, onde três personagens estão presas na necessidade de julgamento do outro ao mesmo tempo que reclamam que “o inferno são os outros”. Como é esta liberdade? O que fazemos dela na relação com o outro? Estaremos um pouco perdidos sobre o seu significado? Na peça é tarde demais, connosco, talvez seja apenas um pouco tarde.
 
Orientação: Margarida Sousa
Com: André Costa, Catarina Coelho, Leonor Silva, Maria José Silva, Mónica Alfaiate, Patrícia Oliveira, Vanessa Marques.

 
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