Quando:
6 Outubro, 2021@8:58_9:58
2021-10-06T08:58:00+01:00
2021-10-06T09:58:00+01:00


11 de janeiro, 18h
Tabacaria da OMT
O mundo velho está a morrer, o novo ainda não nasceu – este é o tempo dos monstros
de António Avelãs Nunes
Apresentação livro
 
Entrada Livre
 
Informações
239 714 013 (Chamada para a rede fixa nacional)
912 511 302 (Chamada para a rede móvel nacional)
info@oteatrao.com

O mundo velho está a morrer, o novo ainda não nasceu – este é o tempo dos monstros

 
Esta guerra na Ucrânia não começou em 24-2-2022. Começou em 1994 quando Clinton abriu as portas da NATO à Polónia, rompendo o compromisso assumido perante o mundo, por ocasião do desaparecimento da URSS, de que a OTAN não avançaria para leste nem uma polegada.
Ficou clara em 2008, quando os EUA (contra a vontade da Alemanha e da França) impuseram o anúncio da entrada próxima da Geórgia e da Ucrânia na NATO, gesto que a Chanceler Merkel classificou como uma “declaração de guerra à Rússia.”
Agravou-se em 2014, com o golpe de estado na Ucrânia, preparado e realizado pelos EUA, do qual saiu um governo (em parte escolhido pelos EUA) que integrou elementos das milícias armadas nazi-fascistas ucranianas.
Prosseguiu com a guerra suja do governo de Kíev contra as populações russófonas do Donbass.
É uma guerra por procuração, programada pelos EUA, que se julgam “a única nação indispensável” (Madeleine Allbright, Obama), “uma das principais nações terroristas”, que tem passado a vida a “atacar os outros” (Noam Chomsky), que tem 800 bases militares espalhadas pelo mundo, que tem promovido ditaduras e guerras que mataram 1200 pessoas por dia durante os 45 anos posteriores à derrota do nazi-fascismo.
Os verdadeiros responsáveis por esta guerra são os que andam, há anos, a “ladrar às portas da Rússia” (Papa Francisco), que assinaram de mé fé os Acordos de Minsk, enganando a Rússia, só para dar tempo à Ucrânia para se armar (confissão de Merkel e de Hollande), os que proibiram Zelensky de assinar os acordos de paz conseguidos por intermediação de Israel e da Turquia (fev/março/2022). “A História julgará severamente os EUA e os seus aliados pela sua notoriamente louca política na Ucrânia.” (Prof. John Mearsheimer).
Todos os povos (em especial os da Ucrânia e da Rússia) estão a perder com esta guerra. A Europa otanizada confirmou o seu estatuto de nada político. Mas o mundo pode ganhar uma nova ordem mundial, liberta do totalitarismo do império americano.
António Avelãs Nunes

 

António Avelãs Nunes
Enquanto estudante (1961/1962), foi Diretor da Via Latina, jornal da Associação Académica de Coimbra, então reconhecido, pelo movimento associativo estudantil, como o “Jornal de todos os estudantes portugueses” e suspenso sine die, em maio de 1962, pelo governo fascista de Salazar.
Licenciatura em Direito (1962), a Pide impediu a sua nomeação para o lugar de acesso da carreira da Magistratura.
Convidado para assistente da Faculdade de Direito de Coimbra (nov/1965), a Pide impediu o seu contrato durante mais de um ano, tendo tomado posse apenas em jan/1967.
Integrou os cinco Governos imediatamente posteriores ao 25 de Abril. A Revolução de Abril e o que se lhe seguiu atrasaram uns anos o seu doutoramento, que só ocorreu em 1984. Professor Catedrático desde 1995, jubilou-se em dez/2009.
De 1970 a 1987 foi membro da Redação da Vértice, pertencendo atualmente ao seu Conselho Editorial.
Na sua Faculdade, foi sempre eleito para a Assembleia de Representantes; integrou o Conselho Pedagógico (como representante eleito dos doutores da FDUC) entre 1985 e 1996 (presidindo a este órgão entre 1991 e 1996); Diretor do Boletim de Ciências Económicas (revista da FDUC), de 1995 a 2012; Presidente do Conselho Diretivo da FDUC entre 1996 e 2000.
Foi membro do Senado da Universidade de Coimbra entre 1992 e 1994 (eleito como representante dos doutores da FDUC); entre 1996 e 2000 (por inerência de funções como Presidente do Conselho Diretivo da FDUC); entre fev/2003 e dez/2009 (na qualidade de Vice-Reitor da Universidade).
Pertenceu à Assembleia da Universidade de Coimbra entre 1990 e 1996 (eleito em representação dos seus pares da FDUC); entre 1996 e 2002 (por inerência de funções como Presidente do Conselho Diretivo da FDUC); entre fev/2003 e dez/2009 (na qualidade de Vice-Reitor da Universidade).
Doutor Honoris Causa das Universidades Federais do Paraná, Alagoas e Paraíba; Sigillo D’Oro da Università Degli Studi di Foggia; Doutor Honoris Causa pela Universidad de Valladolid.
Fez os elogios académicos do Presidente Tancredo Neves, do Doutor Jorge Sampaio e do Doutor António de Almeida Santos, nas cerimónias dos seus Doutoramentos Honoris Causa na Universidade de Coimbra.
Foi escolhido pelo Doutor Jorge Sampaio para seu Padrinho na cerimónia do seu Doutoramento Honoris Causa na Universidade de Coimbra.
Foi, durante vários anos, Presidente da Associação de Amizade Portugal-URSS, tendo sucedido no cargo aos Professores Henrique de Barros e Ruy Luís Gomes.
Durante vários anos pertenceu à Direção Nacional do Conselho Português para a Paz e Cooperação, tendo sido também Presidente da Assembleia da Paz.
É, desde o seu início, membro dos corpos sociais da Associação Promotora do Museu do Neo-realismo (sendo atualmente Presidente do Conselho Fiscal).
Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Ateneu de Coimbra.
É Presidente do Conselho Fiscal da Associação Conquistas da Revolução.
É autor de dezenas de livros publicados em Portugal, em Angola, na Espanha e no Brasil e de centenas de artigos publicados em várias revistas destes países.