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Teatrão

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19.04.26

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A Bela Associação | Conversa + residência e apresentação

No âmbito da coprodução da Residência Contra|o|Tempo da Linha de Fuga, ao longo de junho e até ao início de julho vamos receber Periféricas, construção coletiva d’A Bela Associação que Ana Rocha, Márcio Canabarro e Mariana Tegner Barros vão estar a trabalhar em residência na OMT.

A residência começa no dia 15/06 e, logo no dia 17/06, às 18h, o ciclo de conversas ”O que me faz artista?” chega à OMT e vai abrir um espaço de encontro e escuta entre estas artistas e o público, dando visibilidade às dúvidas, inquietações e motivações que acompanham quem cria. Depois, no dia 3/07, às 21h30, vamos até ao Centro Cultural e Recreativo de Bruscos para ficar a conhecer o trabalho que A Bela Associação vai construir nestas duas semanas. A apresentação de Periféricas vai decorrer no contexto do festival “Há Festa nas Aldeias”.

Conversa "O que me faz artista?"

17 junho, 18h
Tabacaria da OMT

Ana, Mariana e Márcio, são Periféricas. Um trio de multidões de invisibilizados, explorados e mantidos numa rotina de insustentabilidade e desumanidade, para que outra parte da sociedade funcione em Humanidade. Um trio de multidões de precarizados na mecânica do fazer das práticas artísticas e nos seus outcomes criativos, para que estruturas concêntricas e endotrópicas continuem a funcionar sobre si mesmas, aparentemente.

Conversaremos com os três para entender até que ponto este trabalho em residência faz parte de um modo de vida ou se é só uma peça.

Periféricas

3 julho, 21h30
CCR de Bruscos

A Bela Associação é uma estrutura artística sediada em Almada que proporciona atividades que misturam gerações de pessoas criativas com vontade de ação social, construindo projetos e materializando ideias em prol de uma sociedade mais diversa e justa em harmonia com a Natureza.

Ana Rocha (Portugal), Mariana T engner Barros (Portugal) e Márcio Canabarro (Brasil) — três performers e coreógrafos com percursos que atravessam as artes visuais, dança e design, mas também faxinas, bares, discotecas, transportes intermináveis e contratos precários. Entre ensaios, cafés, traduções e limpezas, sustentam a invisibilidade que mantém a vida quotidiana e as estruturas artísticas a funcionar. Periféricas é mais do que uma peça, é um processo contínuo, um ensaio sobre a precariedade, o cuidado e a sobrevivência. Habita cozinhas, transportes, supermercados e salas de ensaio: espaços onde subsistência e criação se cruzam. Expondo os limites da vida artística e social, revela a tensão entre centro e margem, visibilidade e invisibilidade, desumanização e desejo de equidade. É um ato coletivo que transforma rotinas de sobrevivência em gesto artístico, denunciando a insustentabilidade sistémica e propondo um mapa possível de justiça, consciência e pertença entre o humano, o mais-que-humano e o não-humano.