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Teatrão

© 2026 Teatrão – Companhia de Teatro, Coimbra

03.07.26

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A Invenção do Descanso | Festival AfroPortugal

“A Invenção do Descanso”, nova criação de Carolina Varela, parte da relação entre a arte, espaço urbano e investigação social para questionar o lugar que o descanso ocupa nas nossas vidas e as desigualdades que condicionam o seu acesso.

Inspirada no poema “A Invenção do Amor”, de Daniel Filipe, o projeto é construído a partir de entrevistas, oficinas e colaborações com diferentes comunidades. A obra reúne relatos reais, ficção, vídeo, música e performance. Ao longo do espetáculo, é retratado de que forma as condições sociais, económicas e geográficas influenciam a relação de diferentes corpos com o tempo, o cuidado e o espaço público.

Este acolhimento decorre no âmbito do Festival AfroPortugal, coproduzido por A Escola da Noite, Casa da Esquina, Cena Lusófona e TAGV.

Fotografias

@ Aissa Seidi e Tiago Moura

Sinopse

“A insistência é o nosso esforço, a desistência é o prêmio. A este só se chega quando se experimentou o poder de construir, e, apesar do gosto de poder, prefere-se a desistência. A desistência tem que ser uma escolha. Desistir é a escolha mais sagrada de uma vida. Desistir é o verdadeiro instante humano. E só esta, é a glória própria de minha condição. A desistência é uma revelação.” Clarice Lispector

começar pelo fim.

o que resta quando é  impossível continuar?

é possível parar?

corpos-vultos atravessam o espaço urbano carregando o peso do que não conseguem largar e a vertigem do que ainda não sabem nomear.

queda? suspensão? desvio?

É possível parar?

recuperar forças, perder-se sem desaparecer?

Num percurso entre sacrifício e devoção, mito e realidade ferida… onde não podemos encontrar descanso, será possível inventá-lo?

Sobre a artista

Carolina Varela é criadora, cantora, compositora e intérprete. Nasceu em Coimbra, em 1992. Em 2013, ingressou no curso de jazz da Escola Superior de Música de Lisboa.

Em 2016, juntou-se à banda Rosa Mimosa y Sus Mariposas como cantora e teclista. No ano seguinte, integrou o elenco de Ensaio para uma cartografia, de Mónica Calle, como atriz. Este projeto, no qual trabalhou até 2023, foi apresentado em espaços como o Teatro Nacional D. Maria II, o Festival Mirada (São Paulo), Utrecht Spring, Points Communs (Paris) e Zürcher Theater Spektakel (Zurique). Ainda em 2017, passou a integrar a banda Vitória & the Kalashnicoles como baixista e cantora.

Em 2018, foi convidada por Mónica Garnel para colaborar como apoio vocal aos atores em The Swimming Pool Party.

Em 2020, assinou a banda sonora do espetáculo Aurora Negra com Yaw Tembe, uma cocriação de Isabel Zuaa, Cleo Tavares e Nádia Yracema, estreado no TNDMII. Desde então, continuou a colaborar com o coletivo em Cosmos (2022), compondo com Yaw Tembe e Xullaji, e em A missão da missão (2023), em colaboração com Cire Ndiaye.

Em 2021, estreou Carta no TNDMII e O Escuro Que Te Ilumina ou As Últimas 7 Palavras de Cristo na Culturgest, ambos dirigidos por Mónica Calle. No mesmo ano, participou como atriz em Aqui pra Dentro – O Golfinho André, de Miguel Branco, uma produção da companhia Mascarenhas-Martins.

A sua estreia como criadora deu-se em 2022, com o espetáculo ANORMA, desenvolvido em parceria com Jorge Carvalhal e Sofia Vitória. Este projeto contou com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação GDA.

Em 2023, apresentou BOOOM! – Une odyssée dans des territoires en lutte no Theatre Vidy (Lausanne), com apresentações subsequentes no Théâtre du Grütli (Genebra) e no Centre de culture ABC (La Chaux-de-Fonds). Nesse mesmo ano, estreou o seu primeiro solo, Dragon Soup, no âmbito do Kilombo do Festival Alkantara, e fez sua estreia no cinema com o filme BAAN, de Leonor Teles, apresentado no Locarno Film Festival.

Em 2024, atua em Eartha Quit, de Cire Ndiaye, no festival Temps d’Image, e cocria corpo-travessia com Melissa Rodrigues, uma caminhada-performance para o projeto VOLTAS – Lápis Azul/Lápis Vermelho, da Zaratan. No mesmo ano, colabora com Sofia Vitória na criação de micdrop: chão sagrado (um ensaio sobre cansaço), um projeto encomendado pelo TBA para o podcast Dito e Feito.

Em 2025, mergulhou a fundo na criação de A Invenção do Descanso.