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“A Invenção do Descanso”, nova criação de Carolina Varela, parte da relação entre a arte, espaço urbano e investigação social para questionar o lugar que o descanso ocupa nas nossas vidas e as desigualdades que condicionam o seu acesso.
Inspirada no poema “A Invenção do Amor”, de Daniel Filipe, o projeto é construído a partir de entrevistas, oficinas e colaborações com diferentes comunidades. A obra reúne relatos reais, ficção, vídeo, música e performance. Ao longo do espetáculo, é retratado de que forma as condições sociais, económicas e geográficas influenciam a relação de diferentes corpos com o tempo, o cuidado e o espaço público.
Este acolhimento decorre no âmbito do Festival AfroPortugal, coproduzido por A Escola da Noite, Casa da Esquina, Cena Lusófona e TAGV.
Festival AfroPortugal
Variável
4-10€
22 de outubro, 19h
Sala Laborinho Lúcio da Oficina Municipal do Teatro
info@oteatrao.com
239 714 013
912 511 302
Carolina Varela
Carolina Varela e Lukanu Mpasi
Cire Ndiaye, Melissa Rodrigues, Sara Graça
Melissa Rodrigues
Eloísa d’Ascensão
Raquel Lopes e Bee Barros Máscara Yaw Tembe
As Docinhas (Cire Ndiaye e Lee Meneres), Carolina Varela, Luís Perdiz, Lukanu Mpasi excepto “many rocks to revolution” e Raquel Lima
Luís Perdiz
Aissa Seidi
Ana Tica
Aissa Seidi, Tiago Moura
Tiago Moura, Aissa Seidi
Tiago Moura e Cire Ndiaye
Lee Meneres
Petra.Preta
Ivone Fernandes-Jesus
Sammer Ramos, Rita Almeida e Francisca Martins
Mariana Desidério
Olga Candé, Melissa Rodrigues, Eloisa d’Ascensão, Vitor Sanches, Lee Meneres, Aissa Seidi
Isabél Zuaa, Helena Varela
Associação Mergulho Urbano- ambiente e arte e Trypas-Corassão Associação Cultural
Associação Mergulho Urbano- ambiente e arte
República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes, Fundação Calouste Gulbenkian,POR
Sekoia – Artes Performativas,Espaço Alkantara,Associação Cultural Moinho da Juventude, Espaço Fernando Ká – Associação Aguinenso, BOTA, OSSO
Africandé, Bazofo-Dentu Zona,Fios Palmeira, Paisagindo.bio, Heráclito Lima (Studio Cê)
Jorge Oliveira, Ana Vilela da Costa, Micaela Reis, Hélia Dias, Mara Oliveira
@ Aissa Seidi e Tiago Moura




“A insistência é o nosso esforço, a desistência é o prêmio. A este só se chega quando se experimentou o poder de construir, e, apesar do gosto de poder, prefere-se a desistência. A desistência tem que ser uma escolha. Desistir é a escolha mais sagrada de uma vida. Desistir é o verdadeiro instante humano. E só esta, é a glória própria de minha condição. A desistência é uma revelação.” Clarice Lispector
começar pelo fim.
o que resta quando é impossível continuar?
é possível parar?
corpos-vultos atravessam o espaço urbano carregando o peso do que não conseguem largar e a vertigem do que ainda não sabem nomear.
queda? suspensão? desvio?
É possível parar?
recuperar forças, perder-se sem desaparecer?
Num percurso entre sacrifício e devoção, mito e realidade ferida… onde não podemos encontrar descanso, será possível inventá-lo?
Carolina Varela é criadora, cantora, compositora e intérprete. Nasceu em Coimbra, em 1992. Em 2013, ingressou no curso de jazz da Escola Superior de Música de Lisboa.
Em 2016, juntou-se à banda Rosa Mimosa y Sus Mariposas como cantora e teclista. No ano seguinte, integrou o elenco de Ensaio para uma cartografia, de Mónica Calle, como atriz. Este projeto, no qual trabalhou até 2023, foi apresentado em espaços como o Teatro Nacional D. Maria II, o Festival Mirada (São Paulo), Utrecht Spring, Points Communs (Paris) e Zürcher Theater Spektakel (Zurique). Ainda em 2017, passou a integrar a banda Vitória & the Kalashnicoles como baixista e cantora.
Em 2018, foi convidada por Mónica Garnel para colaborar como apoio vocal aos atores em The Swimming Pool Party.
Em 2020, assinou a banda sonora do espetáculo Aurora Negra com Yaw Tembe, uma cocriação de Isabel Zuaa, Cleo Tavares e Nádia Yracema, estreado no TNDMII. Desde então, continuou a colaborar com o coletivo em Cosmos (2022), compondo com Yaw Tembe e Xullaji, e em A missão da missão (2023), em colaboração com Cire Ndiaye.
Em 2021, estreou Carta no TNDMII e O Escuro Que Te Ilumina ou As Últimas 7 Palavras de Cristo na Culturgest, ambos dirigidos por Mónica Calle. No mesmo ano, participou como atriz em Aqui pra Dentro – O Golfinho André, de Miguel Branco, uma produção da companhia Mascarenhas-Martins.
A sua estreia como criadora deu-se em 2022, com o espetáculo ANORMA, desenvolvido em parceria com Jorge Carvalhal e Sofia Vitória. Este projeto contou com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação GDA.
Em 2023, apresentou BOOOM! – Une odyssée dans des territoires en lutte no Theatre Vidy (Lausanne), com apresentações subsequentes no Théâtre du Grütli (Genebra) e no Centre de culture ABC (La Chaux-de-Fonds). Nesse mesmo ano, estreou o seu primeiro solo, Dragon Soup, no âmbito do Kilombo do Festival Alkantara, e fez sua estreia no cinema com o filme BAAN, de Leonor Teles, apresentado no Locarno Film Festival.
Em 2024, atua em Eartha Quit, de Cire Ndiaye, no festival Temps d’Image, e cocria corpo-travessia com Melissa Rodrigues, uma caminhada-performance para o projeto VOLTAS – Lápis Azul/Lápis Vermelho, da Zaratan. No mesmo ano, colabora com Sofia Vitória na criação de micdrop: chão sagrado (um ensaio sobre cansaço), um projeto encomendado pelo TBA para o podcast Dito e Feito.
Em 2025, mergulhou a fundo na criação de A Invenção do Descanso.