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Teatrão

© 2026 Teatrão – Companhia de Teatro, Coimbra

19.04.26

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Aluvião 2026 | Estação de Teatro e Outras Artes

Um território é feito de muitas coisas e de muitas possibilidades. Quando o Teatrão iniciou a gestão e programação da Oficina Municipal do Teatro, fez um investimento concreto no conhecimento da região. Esse trabalho, que nunca acaba, toma muitas formas. O Aluvião – Estação de Teatro e Outras Artes é uma casa de chegada de muitos projetos que sobem e descem o Mondego, é uma forma de conhecer e dar visibilidade a projetos culturais e tecido associativo deste território vasto e diverso. Mas é também um incentivo ao ordenamento, organização, circulação e dinâmica deste organismo vivo que são as associações culturais que tanto contribuem para a alegria, vínculo e bem-estar das comunidades.

De 30 de maio a 6 de junho, vamos desaguam na OMT sete criações oriundas de toda a região de Coimbra: da serra até ao mar, acolhemos uma curta-metragem promovida pela Associação Ninhos de Pedra (Decabelos, Pampilhosa da Serra), a música do coro de mulheres do Rancho Infantil e Juvenil de Côja (Arganil), uma performance da Associação de Solidariedade Social dos Professores – Delegação de Coimbra, o teatro de revista d’Os Estrelinhas (Antuzede e Vil de Matos), e espetáculos de teatro – onde se incluem tanto adaptações de textos clássicos como dramaturgias originais – do Grupo de Teatro de Alçofarge (Assafarge), TEAM – Teatro do Meio (Granja do Ulmeiro) e Filarmónica Instrução e Recreio de Abrunheira (Montemor-o-Velho).

Pack para todo o festival e pré-reservas para os espetáculos disponíveis na bilheteira da OMT.

"À Moda Portuguesa" | Os Estrelinhas

30 de maio, 21h30
Teatro de revista

120 min. | M/6

Sinopse
A grande revista “À Moda Portuguesa” é um tributo ao que demais autêntico Portugal tem. O seu humor, a sua música, os seus artistas, o seu povo e as suas histórias, num espetáculo inédito para rir, emocionar, cantar e recordar.
Os Estrelinhas sobem ao palco para encarnar personagens míticas tais como Vasco Santana, Raúl Solnado, Marina Mota e recriar tradições bem portuguesas, como as marchas, o rancho e o cante alentejano.
Convidamo-vos a assistir e a aplaudir uma revista bem popular, onde a crítica, a música, a piada brejeira, a alfinetada, a má língua, a emoção, a criatividade e o talento são os verdadeiros protagonistas.

"Decabelos – Ainda Estamos Aqui" | Associação Ninhos de Pedra

31 de maio, 17h
Documentário

50 min. | M/6
Tabacaria

Sinopse
“Ainda Estamos Aqui” acompanha a pequena aldeia de Decabelos, na Pampilhosa da Serra, desabitada há 26 anos, onde o silêncio domina durante a maior parte do ano. Mas, uma vez por ano, antigos habitantes e os seus descendentes teimam em regressar para preparar a festa tradicional, devolvendo vida a um lugar que parecia condenado ao esquecimento.
Entre gestos, reencontros e espaços carregados de memória, o filme observa como este regresso anual se torna um ato de resistência, uma forma de preservar laços, histórias e um sentido de pertença que o tempo não conseguiu apagar.

"A Casa de Bernarda Alba", de Federico García Lorca | FIRA – Filarmónica Instrução e Recreio de Abrunheira

31 de maio, 19h
Teatro

90 min
M/12

Sinopse
Última obra dramática de Federico García Lorca, escrita dois meses antes do seu fuzilamento pelas tropas franquistas durante a guerra civil de Espanha, a 18 de agosto de 1936. Esta peça, oferece-nos retratos da Espanha rural das primeiras décadas do século XX, nada de muito diferente de Portugal partilhando o mesmo espaço ibérico.
A peça narra a história de Bernarda Alba, viúva e mãe de cinco filhas, que vivem fechadas na sua casa em luto profundo, tentando defendê-las de tudo e de todos, incutindo-lhes as regras e os valores que aprendera em casa do seu pai e de seu avô. Neste ambiente sufocante, portas e janelas se abrem para o nada e os personagens circulam nervosos, ruminando o seu próprio sofrimento enquanto tecem a cada passo a trama trágica de uma família onde ninguém vai ser poupado.
Considerada uma das melhores obras de Lorca, este drama mostra-nos como um poder autoritário, intolerante, repressor da liberdade sexual das mulheres e que esmaga o outro na sua individualidade e diferença, gera inevitavelmente a revolta e a luta pela liberdade.

"Laurindinhas Libertam a sua Voz" | Rancho Infantil e Juvenil de Côja

4 de junho, 17h
Etnografia, música

Jardim das Oliveiras

60 min. | M/6

Sinopse
Laurindinhas Libertam a Sua Voz é um projeto de arte comunitária de base musical, assente em metodologias de cocriação, que parte do cancioneiro tradicional local para o repensar, transformar e devolver ao território com nova vida. O grupo desenvolve um trabalho artístico e social em torno da memória, da voz e do corpo coletivo, utilizando a música como ferramenta de encontro, escuta, participação e emancipação simbólica.

"O Pranto" | TEAM - Teatro do Meio

4 de junho, 19h
Teatro

60 min. | M/12

Sinopse
Maria Parda, procura desesperadamente aquilo que lhe faz falta (o vinho). Mas a carência poderia ser de pão, de dinheiro de habitação, saúde etc, ou de tempo para estar com os seus. Para a construção do espetáculo, procuramos em Gil Vicente a inspiração que permita refletir no que estamos dispostos a fazer para obter o que mais desejamos. Como a protagonista talvez também nós vivamos em tempo de mingua “Quem nos trouxe atais mazelas?”, pergunta ela e perguntamos nós. De uma Maria Parda fizemos sete, dependentes do vinho e sem tempo definido, que deambulam pelas ruas antigas de Lisboa (ou em qualquer rua de outra localidade dos nossos dias), e a quem só resta rir dos seus próprios males e dos alheios,  ou não será afinal “ Este mal que a muitos toca”.

"Graças e Desgraças de El-Rei Tadinho, Monarca do Reino das Cem Janelas" | Grupo de Teatro de Alçofarge

5 de junho, 21h30
Teatro

60 min. | M/6

Sinopse
Era uma vez um rei chamado Tadinho, tetaraneto de El Rei Tadão, que governava o Reino das Cem Janelas. Podemos localizar esse reino em qualquer parte do mundo. Mas qualquer semelhança entre Tadinho  e alguém que hoje se julga ser senhor de todo o mundo, diremos que é apenas uma pura coincidência. Os habitantes daquele reino julgavam que o mundo se resumia às suas cem janelas, pois não conheciam outras terras para além da sua. Tal como outros reinos, também este tinha uma Bruxa, um Dragão e um Rei que, apesar de iluminado, era muito distraído, e que mal tinha apreendido a ler na escola da mestra Virgolina. Ora aconteceu que um certo dia, após um desentendimento com o Dragão, por razões que facilmente entenderemos, el-rei Tadinho ofereceu-lhe a mão de sua filha para casar…  Mas só mais tarde se lembrou que não tinha filha! E agora?

Numa tentativa de encontrar solução para tal problema, mandou chamar a Bruxa do reino, que o criticou, mas logo se prontificou a ajudá-lo! Para sua sorte e para surpresa da Bruxa, o Dragão ao julgá-la filha do rei, apaixonou-se e logo quis fugir com ela. Com a melhor das intenções, el-rei Tadinho criou um novo problema: a corte ficou sem bruxa! E aqui começa uma nova aventura no Reino das Cem Janelas, que foi obrigado a recrutar nova bruxa! O Conselheiro do Rei, o Físico, a Mestre de Dança e a Mestre de Culinária, tiveram aqui um papel determinante. Aberto o concurso para recrutar nova bruxa, concorreram cinco candidatas, qual delas a melhor, e no fim tudo se resolveu. O reino voltou a ter nova bruxa! Foi escolhida a Fada Riquezas, que por razões de conveniência veio a ser a nova Bruxa do reino. E como em todas as histórias…todos foram felizes para sempre!

"Mulher(es)" | Associação de Solidariedade Social dos Professores – Coimbra

6 de junho, 19h
Perfomance, poesia

Tabacaria

40 min. | M/12

Sinopse
De entre as razões para este título, a primeira tem a ver, talvez, com a composição do grupo – oito mulheres, nas décadas dos setenta e oitenta anos –, quase todas professoras, com experiência de vida bastante para conhecer os vários problemas, preocupações, desafios enfrentados. Também poderá dizer-se que é uma homenagem às funções desempenhadas no quotidiano feminino, como esposa, filha, mãe, confidente, vítima, trabalhadora… Também porque todas admiramos a Palavra, acreditamos na sua força, através das artes e, sobretudo, do teatro pusemos “mãos à obra” e nasceu o texto que vos apresentamos. Não, não somos feministas, respeitamos os Homens, como desejaríamos que respeitassem todas as Mulheres, tão só porque… Somos mulher(es)!