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Ao longe, o fim do mundo é a nova criação da Retorno Contínuo, em coprodução com o CENDREV – Centro Dramático de Évora, e traz-nos uma reflexão sobre verdade, pós-verdade e crenças.
O espetáculo aproveita os movimentos modernos de terraplanistas para refletir sobre aquilo a que nos agarramos para fazer sentido do mundo, da Ciência às crenças, do populismo às redes sociais. Em cena, um trio de terraplanistas embarca levando consigo uma jornalista, pondo em lugar de destaque o papel atual da verdade – até que ponto é relativizada? Até que ponto é apenas um dos feixes de luz que saem de um prisma que, no fundo, é a realidade?
“Se entregamos a verdade ao relativismo total ficamos facilmente à deriva, reféns de fenómenos sociais e políticos voláteis e opressores – como populismos e propagandas. Além do impacto político-social dos negacionismos da verdade, a escolha dos terraplanistas em particular interessa-nos como movimento de pensamento. Se por um lado nos parece absurdo o que defendem, por outro acreditamos que para fazer sentido do mundo devemos, tal como eles, pôr em causa o nosso sistema de crenças”, explicam Leonor e Beatriz Wellenkamp Carretas, que assinam a dramaturgia.
M/14
90 minutos
4-10€
4 de julho, 21h30
Sala Laborinho Lúcio da Oficina Municipal do Teatro
info@oteatrao.com
239 714 013
912 511 302
Beatriz e Leonor Wellenkamp Carretas
Leonor W. Carretas
Afonso Santos, Beatriz Wellenkamp Carretas, Joana Pialgata, Vasco Barroso
Emanuel Botelho
Gabriela Cavaz
Vítor Freitas
Fábio Coelho
Emanuel Botelho
Francisco Monteiro
Simão Freitas
CENDREV
Terceira Pessoa, Teatro Experimental do Porto, GrETUA, Teatro Oficina, Circolando, Antena 2, Coffeepaste
Ministério da Cultura, Juventude e Desporto — Direcção Geral das Artes, Sociedade Portuguesa de Autores
Margarida Sabino, Instável Centro Coreográfico, Margarida Wellenkamp, José Carretas, Mário Coelho, Nuno M. Cardoso, Jorge Louraço Figueira, Mickael Oliveira, Bruno dos Reis, Mafalda Banquart, Cláudia Berkeley, Lira e Laura Maia, Cristina Carretas, Manuel Carvalho, Jorge Palinhos, Inês Pereira Rodrigues, Leonardo Garibaldi, Anna Arnone, Pedro Couto, André Gomes, Nuno Andril, Tiago Cerqueira, Luís Cerqueira, Carla Andril, Maria Calão, João Tarrafa, Camilo Soldado, Eliana Soldado, João Soldado, Siobhan Fernandes, Beatriz Fonseca, Gonçalo Teiga, João Nunes Silva, Teatro da Didascália
© Rafaela Gomes





Um grupo de terraplanistas parte rumo à Antártida para provar que a terra é plana. O já antes navegado apresenta-se como possibilidade de descoberta de uma nova verdade. Na travessia que vai da hipótese à verificação da prova relevam não a verdade mas as crenças que sobre ela têm, cada vez menos suportáveis. Ao longe, o fim do mundo é o horizonte onde a realidade se impõe às nossas ilusões. Será a adequação entre discurso e realidade mais relevante do que as verdades que criamos em conjunto?
Os movimentos modernos de terraplanistas – em crescimento exponencial e paralelo ao das redes sociais são um dos indicadores de que a Ciência, bastião da verdade na sociedade ocidental contemporânea, não é suficiente para fazer sentido do mundo. Contudo, se entregamos a verdade ao relativismo total ficamos facilmente à deriva, reféns de fenómenos sociais e políticos voláteis e opressores – como populismos e propagandas. Além do impacto político-social dos negacionismos da verdade, a escolha dos terraplanistas em particular interessa-nos como movimento de pensamento. Se por um lado nos parece absurdo o que defendem, por outro acreditamos que para fazer sentido do mundo devemos, tal como eles, pôr em causa o nosso sistema de crenças.
Leonor e Beatriz Wellenkamp Carretas, irmãs e artistas, têm vindo a desenvolver trabalho em parceria desde 2018. Em conjunto criaram: Quem é Quem? – Título provisório, escrito e encenado por elas em 2022; o texto radiofónico A Mala I Síndromes de um Coração Partido para a Antena 2, difundido em 2023; e O Estado a que Chegámos, texto publicado em 2024 pelo Teatrão no âmbito da Fantasia Futurista. Em 2024 fundam a Retorno Contínuo – Associação.
(n. Cedofeita, Porto 1989)
Frequenta entre 2008 e 2011 a Licenciatura em Filosofia na FLUP e em 2012 ingressa na Licenciatura em Teatro – Ramo Atores na ESTC que conclui em 2015 com Os Condenados, de Carlos Pessoa, no TNDMII. Como atriz entra em produções de Panmixia, Teatro Regional da Serra de Montemuro, Cão Danado, Teatro da Terra, Teatro do Eléctrico, Teatro das Beiras, Casa da Música-Holograma, sendo dirigida por José Carretas, Mário Coelho, Mariana Ferreira, Maria João Luís, Ricardo Neves-Neves, entre outros. Em 2021 apoia a coordenação artística de Nuno M. Cardoso no Projeto do Centro Educativo do TNSJ Visitações. No mesmo ano escreve Manual para vencer o medo dentro do projeto Contáudio Ninguém Acredita para a Interferência. Em 2024 encena com Jorge Louraço Figueira A Noite, de José Saramago, pelo Grupo de Teatro de Jornalistas do Norte, uma adaptação de João Gaspar e Simão Freitas.
(n. São Sebastião da Pedreira, Lisboa 1993)
Em 2011 termina o curso profissional de Teatro da Academia Contemporânea do Espectáculo – ACE, no Porto. Em 2014 licencia-se em Teatro – Ramo Atores na ESTC e em 2021 conclui a Pós graduação em Dramaturgia e Argumento na ESMAE. Trabalhou com Companhias Profissionais tais como: Panmixia Associação Cultural, Companhia de Teatro de Almada numa encenação de Rogério de Carvalho, Casa Conveniente, Projeto Ruínas, Casa da Esquina, O Cão Danado, Teatro Regional da Serra de Montemuro, Palmilha Dentada, CENDREV, A Escola da Noite e Colectivo 84. Em 2021 escreve E se isto fosse um conto? inserido no projeto Contáudio Ninguém Acredita para a Interferência. Entre Outubro de 2023 e Junho de 2024 é assistente de Direcção Artística do Mickaël Oliveira no Colectivo 84.