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A nova criação do Ateliê 23 chega à 5.ª edição da Todos São Palco para a sua antestreia mundial.
Em Fértil em Terras Áridas, cinco bufões regressam de uma digressão internacional e encontram o teatro onde trabalhavam reduzido a ruínas. Depois de perderem o apoio do alto clero, transformam os escombros num novo palco e criam um espetáculo sobre as dificuldades de fazer arte numa cidade dominada pela hipocrisia e pela corrupção.
Entre a comédia e a sátira, a companhia questiona as relações entre arte, poder e sobrevivência, fazendo do próprio infortúnio para a criação. Depois do espetáculo, a noite continua à mesa, com um jantar de gastronomia típica amazonense
Todos São Palco
M/16
80 minutos
Espetáculo: 4-10€ / Espetáculo + jantar: 16€ / Oficina: 20€ / Espetáculo+oficina: 24€
1 de outubro, 19h
Espetáculo + Jantar amazonense (reservado ao público da sessão)
info@oteatrao.com
239 714 013
912 511 302
Taciano Soares
Eric Lima
Dinne Leão
Carol Santa Ana, Emily Danali, Eric Lima, Francis Madson e Taciano Soares
Luana Aranha e Mady
Paulo Martins
Ateliê 23
© Eduardo Klinsmann




Programação Fértil em Terras Áridas
Ateliê 23
28, 29 e 30 set, 18h–20h30 – OMT
Público-alvo: Profissionais das artes do espetáculo, estudantes de teatro e áreas afins, integrantes de grupos culturais e interessados em processos contemporâneos de atuação. Maiores de 18 anos.
Limite inscrições: 25 pessoas
Nesta oficina, as experiências pessoais e a memória servem de ponto de partida para a criação em cena. Ao longo da sessão, serão desenvolvidas práticas de corpo, improvisação, escrita autobiográfica e composição cénica, cruzando a criação individual com o trabalho em grupo. A oficina aborda ainda a relação entre corpo, memória e território, bem como questões de exposição e cuidado associadas ao trabalho autobiográfico.
Inscrições até 21 de setembro através de: tinyurl.com/OficinaFTA
O Ateliê 23 é uma cia de artes cênicas, com imersões na música e no audiovisual também, com sede em Manaus, Amazonas, Brasil. O grupo, que possui 13 anos de atuação, investiga em seus processos o que chamam de Bionarrativas Cênicas, resultado da tese de doutorado de um dos seus diretores, Taciano Soares, na Universidade Federal da Bahia, como um modelo estético que se vale de materiais biográficos e documentais intencionando reverberar afetivamente no espectador. Além disso, o grupo possui uma poética musical autoral desde 2016, guiada por Eric Lima, assim como demais artistas envolvidos no núcleo musical do grupo. Suas obras de grande apelo quanto ao choque empático desejado pelo grupo têm ganhado grande repercussão no Brasil nos últimos anos, sobretudo com “Cabaré Chinelo” e “Sebastião”, com passagens em importantes festivais e palcos brasileiros. Atualmente o grupo está com “Fertil em Terras Áridas” que finaliza a trilogia que narra histórias não contadas da cidade de Manaus e reivindica o direito à memória de corpos historicamente apagados, como o das mulheres, da população LGBT e, agora, dos artistas do norte do país.
Artista da cena, diretor, produtor e gestor cultural, com atuação no Ateliê 23, onde é fundador e co-diretor. Professor de Teatro e de Gestão e Produção Cultural da Universidade do Estado do Amazonas. Doutor em Artes Cênicas e Mestre em Cultura e Sociedade, ambos pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Há 20 anos atua em obras de teatro, dança, música, performance e audiovisual. Foi Secretário Executivo de Cultura do Estado do Amazonas e Diretor de Teatros e Centros Culturais do Estado do Amazonas. Coordenou festivais nacionais como o Breves Cenas de Teatro e o Vazio – Festival de Performance. Circulou por 15 estados brasileiros de todas as regiões do país com seus espetáculos e como produtor cultural. Indicado ao 34o Prêmio Shell de Teatro com o espetáculo “Cabaré Chinelo”. Autor da tese intitulada “Bionarrativas Cênicas: dispositivos de comoção em obras do Ateliê 23” e do livro “Públicos do Teatro em Manaus”.
Eric Bento Lima é multiartista, co-diretor da cia Ateliê 23 e Bacharel em Dança pela Universidade do Estado do Amazonas. As áreas que mais se debruça para suas criações são das artes cênicas, do audiovisual, das artes visuais (design e ilustração) e da música.Já esteve como ator, diretor, diretor musical, figurinista, produtor, cantor, ilustrador, oficineiro… em mais de 30 projetos importantes no Brasil entre montagens de espetáculos, gravações de clipes e curta-metragens, circulações, como Sesc Palco Giratório 2019, 17o Shorts México, Circuito Penedo de Cinema, Mostra a_ponte 2020 do Itaú Cultural, Cena Contemporânea 2024, Festival de Curitiba 2024 e 2025, entre outros.
Amazonense, produtora, atriz e bailarina, é bacharel em Dança e Especialista em Gestão e Produção Cultural pela Universidade do Estado do Amazonas. Como intérprete de dança iniciou atuando na Indios.com Cia de Dança. Em 2006 foi assistente de direção, coreógrafa, pesquisadora e produtora do projeto “Por um fio”, da mesma Cia. Participou como bailarina de outras cias da cidade e em 2015 fez estágio no Chateauroux, na França. No teatro trabalhou com diversos diretores amazonenses e ganhou dois prêmios de melhor atriz no Festival de Teatro da Amazônia. Foi professora de teatro de escolas da rede publica de ensino e de escolas particulares. Vivenciou experimentações em sala de ensaio com grandes nomes brasileiros como Dudude Hermman, Marcio Abreu, Fabiano de Freitas, Ana Kfouri e Babaya Moraes. Em 2015, fez uma oficina com DV8 physical theater, em Londres. Integrou equipe do setor de eventos da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. Já esteve em várias turnês nacionais e internacionais e participou de inúmeros festivais pelo Brasil. Com o Ateliê 23 montou seu solo intitulado “A mulher que desaprendeu a dançar”, “Helena” e “Cabaré Chinelo”.
Amazônida, atriz, cantora, compositora, palhaça, escritora, dramaturga, diretora, produtora teatral e arte-educadora. Bacharela em Teatro pela Universidade do Estado do Amazonas, tem enquanto pesquisa o termo “música-relato”: a composição musical que nasce a partir do relato (auto)biográfico. Atualmente é Mestranda em Artes Cênicas pela Ecola Célia Helena em parceria com o Instituto Itaú Cultural. Compõe trilha sonora para audiovisual e espetáculos teatrais. É professora de teatro na Escola de Artes Interarte. Foi atriz no espetáculo “Cabaré Chinelo” e “Helena” do Ateliê 23, além de assistente de direção do espetáculo “Sebastião”. Apresentou espetáculos teatrais nas regiões do norte, nordeste, sudeste e sul do Brasil. Em 2024, lançou seu primeiro livro de poesias “sentindo falas”.
Doutorando em Artes Cênicas – UDESC. Mestre em Ciências Humanas – (História e Teoria Crítica da Cultura) – PPGICH UEA. Bacharel em Dança pela Universidade do Estado do Amazonas e Licenciatura em Teatro pela UnB. Especialista em Linguística. Diretor e Autor da Soufflé de Bodó Co. (AM) e Cia. Boi de Piranha (RO). Já realizou trabalhos em diversos grupos, companhias e artistas do Amazonas e Rondônia como: Cia. Cacos de Teatro, Cia. De Intérpretes Independentes, Cia. Índios., Cia. de Teatro Fiasco (Rondônia), Companhia Boi de Piranha (Rondônia), Artrupe Produções, Grupo Jurubebas e Ateliê 23. Na criação e produção cultural já co-criou eventos como FALD (Festival de Dança do Amazonas), Gororobas das Artes, Dabacuri das Artes, Festival Breves Cenas de Teatro, BR –CLOWN e Vazio- Festival de Performance, Circulação de Guerrilha, Sesc – 52, Pan – Potências das Artes do Norte, Menor Festival de Ópera do Mundo, Pensamento de Perto e Ópera Delivery, ComaTeatro, Jandira Theater Move, PanPlay e Conexão Norte.