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“O que fazer com o depois?” é a nova criação de Bernardo Chatillon, que testa os palcos na OMT antes de se estrear oficialmente em setembro. O espetáculo navega entre as linguagens da dança e do teatro, procurando contrabalançar inquietações e esperanças neste tempo de incertezas, e concebendo o depois não como um fim, mas sim como um lugar onde se ensaia nova vida.
Este acolhimento decorre no âmbito da Residência Contra|o|Tempo da Linha de Fuga, da qual o Teatrão é coprodutor.
O bilhete tem um preço definido pelo público, que escolhe entre pagar um mínimo de 2€ e um máximo de 20€ pelo bilhete. Para tal, basta selecionar o desconto correspondente ao valor que pretende pagar pelo bilhete.
Residência Contra|o|Tempo
M/6
Donativo livre (mínimo 2€)
25 de junho, 19h
info@oteatrao.com
912 511 302
239 714 013
Bernardo Chatillon
Gio Lourenço, Ana Rocha, Mariana Tengner Barros, Bernardo Chatillon
Diogo Liberano
Tiago Gandra
Rodrigo Pereira
Teresa Campos, António Poppe, Fernanda Eugénio, Guilherme Luz e Carlota Lagido
Teresa Leite
Sara Silva
Flam ⎯ Criação artística
O Espaço do Tempo, Fábrica da Criatividade, Trust Collective e And Lab
Cine-Teatro Avenida de Castelo Branco e Teatro-Cine de Gouveia
DGArtes, Antena2, Município de Arganil e União de Freguesias de Côja e Barril de Alva
Teresa Madeira, Amigos/as Flam, John Noble, Hiago Rodrigues, J.Crist, Bruno Esteves, Isabel Silva, Pateo José Matias Junior, SAL Mercearia, Nélia Calvino, TRIJu (Teatro da Riju), Francisco Salgado, Espaço Céuvagem, Energias In The Van, Tomé Chatillon, Rosa Castro
Vivemos num tempo de suspensão. Já não estamos apenas entre um antes e um depois, mas dentro de um depois que ainda não tomou forma. Entre crises sucessivas, guerras latentes e futuros incertos, instala-se a sensação persistente de que algo está a mudar profundamente. Habitamos um mundo em tensão, onde os sistemas afetivos, sociais e políticos perderam consistência e os equilíbrios se tornaram precários.
Neste contexto, surge uma pergunta urgente: o que fazer com o depois?
O que fazer depois de uma rutura, de uma perda, de uma crise ou de uma euforia? O que fazer quando aquilo que conhecíamos deixa de servir, mas nada novo se estabilizou ainda?
A partir de uma inquietação pessoal, a criação desloca-se para um território comum: o depois não como consequência, mas como condição contemporânea. Um espaço onde o tempo falha, os gestos procuram forma e o corpo tenta reorganizar-se sem mapa. Talvez o depois não seja o fim de algo, mas o lugar onde outra forma de vida começa a ensaiar-se.



