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A 5ª edição da Todos São Palco – Mostra de Teatro Além do Equador está de volta!
De 17 de setembro a 17 de outubro de 2026, a Todos São Palco – Mostra de Teatro Além do Equador vai trazer a Portugal artistas de 3 países – Brasil, Colômbia e Peru – vindos de 7 cidades diferentes: Manaus, Bogotá, Lima, Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza, Natal.
Realizada pelo Teatrão em articulação com uma rede de 16 parceiros culturais – dos quais 14 integram a Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP) – que se estende por 13 cidades portuguesas de norte a sul do país: Coimbra, Aveiro, Loulé, Mafra, Penafiel, Santarém, Alcanena, Ourém, Viana do Castelo, Águeda, Lousã, Marinha Grande e Porto.
Instagram: @todos.sao.palco
17 de setembro a 17 de outubro de 2026
Teatrão
Teatro Aveirense
Cineteatro Louletano
Auditório Municipal Beatriz Costa
Ponto C – Cultura e Criatividade
Teatro Sá da Bandeira
Cine-Teatro São Pedro
TAGV
Convento São Francisco
Teatro Municipal de Ourém
A Escola da Noite – Teatro da Cerca de São Bernardo
Teatro Municipal Sá de Miranda
Centro de Artes de Águeda
Teatro Municipal da Lousã
Teatro Stephens
Partindo da Amazónia enquanto território geográfico, simbólico, político e cultural, a 5ª edição edição da Todos São Palco – Mostra de Teatro Além do Equador convida à reflexão sobre algumas das questões mais urgentes da contemporaneidade, como as alterações climáticas, os processos históricos e atuais de colonização, o contacto com povos originários e as múltiplas identidades culturais da América do Sul.
Sob o mote Amazónias Futuras, a mostra propõe-se a imaginar a Amazónia através das artes cénicas, reunindo um programa composto por seis espetáculos, cinco das quais provenientes da região amazónica:
Entre a dança e o teatro, esta obra apresenta, de forma não-linear, a história do último Fofão (personagem do Carnaval Maranhense) como uma ode à memória de algumas tradições latinas. Em 2024, venceu o 34º Prémio Shell de Teatro na Categoria Destaque Nacional. Vai apresentar-se em Coimbra, Penafiel, Mafra, Santarém, Alcanena e Loulé.
É uma das mais singulares criações do teatro paulista nos últimos anos. Criado a partir de romance homónimo de Jeferson Tenório (vencedor do Prémio Jabuti de Melhor Romance Literário 2021 com esta obra), o espetáculo acompanha Pedro, depois do assassinato do seu pais às mãos da polícia, numa investigação sobre as suas origens, o passado da sua família e a vida do seu pai. O elenco conta com Vitor Britto, indicado ao 34º Prémio Shell de Melhor Ator. Há várias edições que este espetáculo estava para integrar a mostra e poderá agora ser visto em Coimbra, Aveiro, Loulé e Ourém.
Espetáculo criado a partir de “A Voragem” de José Eustasio Rivera. Partindo de uma abordagem ecossomática do movimento, Los Devoró la Selva propõe três espaços para redescobrir o olhar, entrar em contacto com a nossa selva interior e questionarmo-nos sobre a crise atual que a Amazónia atravessa. Los Devoró la Selva vai fazer quatro apresentações em Aveiro e Coimbra.
A saúde mental, o confinamento, o esquecimento e a exclusão são os temas deste solo de Julián Vargas com dramaturgia e direção de Miguel Rubio Zapata. Esta criação do Yuyachkani – um dos mais históricos grupos teatrais sul-americanos e o mais antigo, em atividade ininterrupta desde 1971, do Peru – marca a estreia do grupo em território português, sendo que a sua última digressão na Península Ibérica aconteceu em 2017. Em 2025, regressaram a Espanha para receber o Prémio Talía para Melhor Espetáculo Latino-americano de Artes Cénicas, entregue pela Academia de las Artes Escénicas de España, pelo espetáculo “Discurso de Promoción”. Vai estar em cena em Coimbra, Penafiel e Aveiro.
Esta performance-ritual da artista brasileira vai tomar praças centrais de Coimbra e Aveiro, procurando ativar ressurgimentos de Vida coberta pelas materialidades e imaginários coloniais – as terras, memórias, águas e florestas que dormem debaixo dos asfaltos. No âmbito da sua presença na TSP26, e em parceria com o Festival Quilombo_Trema!, Uýra vai também levar ao Porto a performance Espiral da Morte.
Em palco, cinco bufões despedidos por falta de moral e civismo pelo alto clero que os apoiava conta uma história sobre ser artista naquele lugar onde o poder corrupto vigora. A antestreia mundial da nova criação deste coletivo manauara vai a palco em Coimbra, com direito a jantar de gastronomia amazónica, e Aveiro.
Também no âmbito da mostra, estarão a desenvolver-se duas residências artísticas, com vista à criação de produções novas: Panchito Gonzalez (de Wellington Fagner) e 109 Desejos de Futuro (de Henrique Fontes e Francis Wilker). Ambas, bem como a restante programação de oficinas e conversas, prevêem a participação de artistas e da comunidade local das cidades portuguesas e vão resultar em apresentações públicas deste trabalho com a comunidade. De notar também o reforço do vínculo com artistas convidados em outras edições da mostra: Wellington Fagner foi o encenador do espetáculo Revolução na América do Sul, presente na edição de 2024, e Henrique Fontes teve participação dupla na edição de 2022 como encenador e co-dramaturgo de Jacy e dramaturgo de A Invenção do Nordeste.
Além dos espetáculos e residências, foi criado um programa de atividades paralelas centrado em várias áreas (literatura, dramaturgia, encenação, performance e dança) e temas (sustentabilidade, igualdade, identidade).
A OMT assume aqui algum protagonismo como pólo de formação no cerne da circulação dos seis espetáculos pelo país: o teatro municipal gerido pelo Teatrão vai acolher uma série de oficinas e master classes com as equipas artísticas por trás destas criações. Alguns destes workshops vão também passar por Aveiro, Loulé e Santarém. Há ainda um ciclo de conversas com artistas que participam nesta edição da TSP26 que se vai dividir entre a OMT, o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (UC) e o Instituto de Estudos Brasileiros da Faculdade de Letras da UC.
Estes momentos procuram promover o encontro entre artistas, investigadores, comunidades e públicos locais, estimulando o pensamento crítico e o diálogo em torno de temas que ultrapassam fronteiras nacionais – uma troca de metodologias e processos faz parte do trabalho de formação e mediação do Teatrão e que materializa, entre outros objetivos, uma das principais missões da OMT.
A Todos São Palco é o maior e mais abrangente projeto de circulação artística no seio da RTCP, dando sentido a um dos princípios fundadores desta rede. São coprodutores da edição de 2026: Teatrão – Oficina Municipal do Teatro (Coimbra), Teatro Aveirense, Cineteatro Louletano, Auditório Municipal Beatriz Costa (Câmara Municipal de Mafra), Ponto C (Penafiel), Teatro Sá da Bandeira (Santarém), Cine-Teatro São Pedro (Alcanena), TAGV (Coimbra), Convento São Francisco (Coimbra), Teatro Municipal de Ourém, A Escola da Noite — Teatro da Cerca de São Bernardo (Coimbra), Teatro Municipal Sá de Miranda (Viana do Castelo), Centro de Artes de Águeda, Teatro Municipal da Lousã, Teatro Stephens (Marinha Grande), Festival Quilombo_Trema! (Porto).
A quinta edição da Todos São Palco conta com financiamento do IBERESCENA, Direção-Geral das Artes, RTCP e do Município de Coimbra.
Instituto de Estudos Brasileiros da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra
RTP2, RTP Antena1, Gerador
Depois de edições em 2012 e 2013, a Todos São Palco regressou com regularidade bienal em 2022, ano que coincidiu com os 200 anos da independência do Brasil e teve como foco versões não oficiais da independência do Brasil, com espetáculos como «Gota d’Água Preta» e «A Invenção do Nordeste», entre outros, e contou com a coprodução de TAGV, Convento São Francisco, Teatro-Cine Torres Vedras, Teatro Sá da Bandeira, Cineteatro Louletano, Teatro Aveirense, Coliseu Porto AGEAS, Teatro Nacional São João e Teatro Oficina. Em 2024, nos 50 anos da Revolução dos Cravos, a Todos São Palco teve como foco o trabalho de Boal e de Zé Celso, que estiveram em Portugal entre 1974 e 1976. Nesta edição, foram coprodutores o Teatro Aveirense, TAGV, Teatro Municipal de Matosinhos Constantino Nery, Cineteatro Louletano, Convento São Francisco, Centro de Artes de Águeda, Cineteatro da Lousã, Teatro Municipal de Ourém, Teatro Sá da Bandeira, A Escola da Noite, Casa da Cultura Teatro Stephens e Teatro-cine de Torres Vedras.